Portugal tem hoje mais alojamento local do que no início da pandemia

É isso que revelam os números oficiais, com o Algarve a liderar o aumento nos últimos seis meses. Com quebras, Lisboa e Porto são exceções no país.

O número de novos alojamentos locais desacelerou desde o início da pandemia, mas Portugal até tem hoje mais casas dedicadas a este tipo de alojamento. Pelo menos é isso que dizem os registos oficiais no Turismo de Portugal.

No balanço entre os novos alojamentos locais e aqueles que foram cancelados pelas autarquias por incumprimento dos requisitos ou cessadas por iniciativa dos proprietários, nos últimos 6 meses, Portugal tinha a 15 de setembro mais 1.743 alojamentos locais que a 15 de março, época em que começou o estado de emergência.

Os números oficiais enviados à TSF pelo Turismo de Portugal revelam que em 2019, no mesmo período, o balanço positivo era muito maior (+7.855); tal como em 2018, no pico da criação de alojamentos locais (+13.895).

Lisboa e Porto em queda

Há, no entanto, enormes diferenças entre diferentes regiões do país. Desde o primeiro mês da pandemia foram criados, apenas, 192 alojamentos locais no concelho de Lisboa e 340 no Porto.

Tendo em conta aqueles que fecharam, Lisboa e Porto têm hoje apenas menos 69 e menos 65 alojamentos locais, respetivamente, cenário que se inverte completamente no Algarve onde houve um aumento significativo.

Dos 3.530 novos alojamentos locais, 1.380 ficam localizados no Algarve onde também se criaram menos alojamentos deste tipo do que nos anos anteriores, mas onde o saldo entre aberturas e fechos continua claramente positivo (+1.018).

Fechos sem registo oficial?

O presidente da Associação do Alojamento Local em Portugal diz que os números anteriores são lógicos, mas acreditam que o número de proprietários que desistiram desta atividade é muito superior pois muitos fecham portas sem dar baixa no registo oficial do Turismo de Portugal.

Eduardo Miranda afirma que "é normal que exista uma quebra no crescimento, mas é revelador que pela primeira vez nos últimos anos o número de alojamentos locais em Lisboa e no Porto tenha decrescido o que mostra que o impacto desta crise está a ser muito forte nos centros urbanos".


"No resto do país aquilo que existe são novas aberturas o que é muito diferente de crescimento e é natural que aconteça no período de agosto para quem tem casas de férias e viu aqui uma oportunidade", afirma Eduardo Miranda.

A Associação do Alojamento Local em Portugal defende que "aquilo que os preocupa neste momento é que estamos a entrar na época baixa e a crise está a agudizar-se no turismo, pelo que sem um apoio robusto e muito específico para o turismo o país pode perder a posição de liderança internacional que obteve nos últimos anos".

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