TAP responde às críticas de Rio com "lei da oferta e da procura". Líder do PSD não concorda

A companhia aérea respondeu a Rui Rio, argumentando que "os voos diretos entre dois destinos têm sempre uma maior procura do que os voos com escalas".

A TAP invoca a lei da oferta e da procura para justificar o preço dos voos de Portugal para os Estados Unidos. Fonte da companhia aérea portuguesa afirmou à TSF que a tendência para qualquer consumidor é preferir os voos diretos, sem escalas.

"Há uma forte concorrência na oferta de voos de Madrid ou Barcelona para qualquer aeroporto dos EUA, para seguir os exemplos dados. Para a TAP atrair passageiros que desejam voar entre Madrid ou Barcelona e um destino nos EUA - o exemplo dado, mas válido para quase todos os casos - deve ter um preço que seja competitivo com a oferta de companhias aéreas que operam voos diretos na mesma rota ou com uma escala em qualquer outro hub. É uma questão de análise de mercado e gestão de receitas e é uma política de preços comum para a maioria das companhias aéreas, algo que qualquer pessoa pode facilmente verificar com algumas simulações", explicou fonte da TAP.

O líder do PSD acusou a TAP de cobrar mais aos portugueses do que aos espanhóis numa viagem para os Estados Unidos, afirmando que a empresa serve o país "de forma absolutamente indecente". Rui Rio referiu-se às tarifas de um voo da TAP de Madrid para São Francisco, a fazer escala em Lisboa. "Um voo da TAP que faz Madrid-São Francisco, e faz escala em Lisboa.... Sabe quanto paga o espanhol? Cento e noventa euros de Madrid a São Francisco, com escala em Lisboa. O português, se apanhar o avião em Lisboa para ir para São Francisco, paga 697 euros."

A companhia aérea rejeita as críticas e argumenta que os voos diretos entre dois destinos têm sempre uma procura mais elevada do que os voos com escalas e, por isso, são mais caros. "Um produto mais demorado, menos confortável e pior, desse ponto de vista", justifica fonte da empresa.

Rio responde à TAP

O líder do PSD, no entanto, contra-ataca e já respondeu à TAP: "A lei da oferta e da procura não leva o Estado português a pingar todos os anos, anos e anos, e anos e anos, para a TAP. A lei da oferta e da procura leva a TAP a ter custos - custos salariais e não salariais - e programas de voo de acordo com a lei da oferta e da procura, porque, se acumula prejuízos, não há cá oferta e procura, há o contribuinte a entrar com o dinheiro."

Notícia atualizada às 16h48

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