"Prevenir o colapso." Câmara de Matosinhos quer medidas para empresas que dependem de refinaria

A autarquia assinalou que não aceita a instalação de uma refinaria de lítio nas instalações da Galp em Matosinhos.

A Câmara de Matosinhos, liderada pela socialista Luísa Salgueiro, escreveu uma carta o ministro do Ambiente a questionar as medidas que irá tomar para "prevenir o colapso" de empresas que dependem da refinaria da Galp, localizada há 50 anos no concelho.

A autarquia assinalou, por outro lado, que não aceita a instalação de uma refinaria de lítio nas instalações da Galp em Matosinhos.

Tal como a Câmara Municipal de Matosinhos, o PAN também quer saber se há mesmo planos para a conversão da Galp de Matosinhos numa refinaria de lítio e, em comunicado, pergunta ao ministro do Ambiente se essa opção garante os postos de trabalho afetados pela descontinuação da refinaria petrolífera.

Um esclarecimento que surge depois de o jornal Eco noticiar que a Galp acordou vencer lítio refinado em Matosinhos a uma empresa sueca para fabrico de baterias, mas a petrolífera disse não existir qualquer acordo sobre a matéria e sobre o futuro das instalações de Matosinhos.

A Galp anunciou na semana passada que vai concentrar as suas operações de refinação e desenvolvimentos futuros no complexo de Sines e descontinuar a refinação em Matosinhos a partir do próximo ano.

Em causa estão, segundo os sindicatos, 500 postos de trabalho diretos e mil indiretos. O Estado é um dos acionistas da Galp, com uma participação de 7%, através da Parpública.

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