Previsões europeias mostram que "economia portuguesa está num bom momento"

O governante sublinha, contudo, que "estamos a ter alguns constrangimentos do lado da oferta", nomeadamente "problemas com o aumento de custo das matérias-primas e a falta de algumas componentes críticas para a nossa indústria".

Depois de as previsões Bruxelas confirmarem as perspetivas de forte recuperação económica de Portugal, o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, diz que a economia portuguesa está "no bom caminho" e garante ter confiança de que o país vai ultrapassar as adversidades.

Questionado sobre como olha para as previsões de Bruxelas, Siza Vieira é perentório: "Olho como correspondendo àquilo que estamos todos a observar e a sentir na economia portuguesa. Estamos a ter uma recuperação mais forte do que aquela que se estimava há uns meses atrás. Isso ficou muito evidente com o comportamento da economia no terceiro trimestre. Está a ser consistente com os dados que temos agora neste quarto trimestre."

O governante sublinha, contudo, que "estamos a ter alguns constrangimentos do lado da oferta", nomeadamente "problemas com o aumento de custo das matérias-primas e a falta de algumas componentes críticas para a nossa indústria", mas sublinha que, "ao mesmo tempo, estamos a ver, por exemplo, o crescimento do turismo acima daquilo que era esperado".

"Estamos num bom caminho, o emprego está muito forte. Temos, neste momento, mais gente a trabalhar do que alguma vez tivemos em Portugal. Falta gente no setor do turismo, mas noutros setores temos muito mais gente a trabalhar do que antes. Estes são sinais de uma economia a crescer a recuperar muito fortemente e a voltar a convergir com a União Europeia", sustenta.

Siza Vieira acrescenta que o facto de Portugal não ter ainda um Orçamento do Estado para 2022 aprovado constitui um risco: "Nós sabemos que se não tivermos um Orçamento aprovado tão cedo quanto possível vamos ter mais dificuldade em assegurar que o ritmo da retoma se mantém desta forma. Por isso, é importante estarmos atentos a isto. Mas há dois anos que eu governo em crise e a gerir riscos. Aquilo que temos procurado fazer é responder às circunstâncias de forma flexível para ajudarmos as empresas."

Ainda assim, o governante acredita que "a economia portuguesa está num bom momento".

"Estamos bem preparados e, sobretudo, devemos ter confiança. Se nós passamos por uma crise tão séria como aquela que vivemos nos últimos dois anos e estamos aqui agora num caminho forte e estruturado de recuperação é porque temos a capacidade de reagirmos bem às adversidades. Tenho muita confiança que o país vai ultrapassar todas essas dificuldades de uma maneira mais forte", remata.

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