Mais fiscalização e postos de atendimento reforçados na Carris e Metro do Porto

Em 2019, os novos preços dos passes fizeram duplicar os utentes na rede de transportes de Lisboa. Aos grandes números acrescem grandes responsabilidades, com os utilizadores na mira da fiscalização para não falharem pagamentos e validações.

A procura por passes duplicou na área metropolitana de Lisboa. O interesse dos utentes disparou com os novos preços que entraram em vigor em abril. Desde essa altura, o número de utilizadores não tem parado de subir. Para dar resposta à procura, o Metro de Lisboa reforçou este mês os postos de atendimento para os pedidos de cartões urgente.

O Metropolitano de Lisboa anunciou a abertura de três novos postos de atendimento Lisboa Viva Urgentes, de forma a responder à elevada procura dos passes Navegante com a reabertura do ano escolar.

Em comunicado, o Metropolitano de Lisboa avançava, na última semana, que estão agora à disposição dos utentes postos nas estações de Entre Campos (Linha Amarela), São Sebastião II (Linha Vermelha) e Marquês de Pombal (Linhas Amarela e Azul).

A lei da procura e... da fiscalização

A procura por passes duplicou na área metropolitana de Lisboa. O interesse dos utentes disparou com os novos preços que entraram em vigor em abril. Desde essa altura, o número de utilizadores não tem parado de subir. A procura e a fiscalização não são variáveis inversas. Pelo contrário, reforçam-se. Prova dessa premissa é o fortalecimento do controlo dos bilhetes em empresas como a Carris, em Lisboa, e mesmo a Metro do Porto.

A medida visa combater a fraude e garantir que as empresas continuam a ser devidamente recompensadas por aderirem ao passe metropolitano de 40 euros. O Diário de Notícias e o Jornal de Notícias escrevem esta segunda-feira que a Metro do Porto vai colocar sensores no teto da estação Casa da Música para detetar os utentes que não validam os bilhetes, mas sem gravar a sua identidade.

Este sistema, que nunca foi utilizado antes num metropolitano, começa a ser testado ainda em setembro.

Mais utentes aderem em massa

O pico foi atingido no primeiro mês das novas tabelas, com um crescimento de 172% em comparação com o período homólogo de 2018. Em maio, junho e julho, o dobro de utentes pediu o Lisboa Viva. Com as férias, agosto registou uma ligeira queda.

Ainda assim, a área metropolitana de Lisboa (AML), que avançou os números à TSF, revela que, em agosto, a procura foi 98% acima do mesmo período de 2018.

O passe família, disponível desde o final de julho, já chegou a um quinto das 21 mil famílias que se calcula que possam beneficiar dos preços mais baixos. Até 30 de agosto, cerca de quatro mil famílias pediram a adesão, e cada família terá, em média, 3,7 elementos, o que significa que, no total, trata-se de perto de 15 mil beneficiários.

Destes 15 mil, foram carregados perto de oito mil passes no mês de setembro. Estes são números que a AML considera relevantes e positivos, e sublinha que existem cada vez mais utilizadores frequentes do serviço público de transporte de passageiros.

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