Preço dos combustíveis em Portugal pode aumentar devido à tensão entre EUA e Irão

António Comprido sublinha que não vai faltar combustível, mas lembra que esta crise pode provocar mexidas na cotação do petróleo.

A Associação Portuguesa De Empresas Petrolíferas (APETRO) admite efeitos temporários no preço dos combustíveis, em Portugal, caso se confirme a crise de produção de petróleo na Arábia Saudita, depois do ataque de ontem com drones a várias instalações petrolíferas. António Comprido, o secretário-geral da APETRO, afasta o cenário de uma escalada de preços.

"O mercado tem mecanismos de compensação que me parece que evitarão escalada, no sentido de, de repente, os preços irem por aí acima até aos 100 dólares e ultrapassarem essa barreira. Poderá haver um aumento no curto prazo, mas eu estou convencido - e espero não me enganar - que isso será algo de curta duração e que rapidamente estabilizará, e não deverá alcançar assim valores muito significativos."

António Comprido sublinha que não vai faltar combustível, mas lembra que esta crise pode provocar mexidas na cotação do petróleo.

"Esta situação não vai provocar qualquer falta de produto no mercado. (...) É provável que se gere algum tipo de apreensão ou expectativa relativamente a cortes na produção e que isso venha a ter algum impacto no preço. Creio que a haver impacto será mais na cotação, mas não me parece que haja qualquer situação de risco de interrupção do normal abastecimento do mercado", sublinhou.

A confirmarem-se aumentos no preço dos combustíveis, tal não acontecerá esta semana: "Não é imediato. A acontecer será apenas se houver aumento de cotações na próxima semana que depois, na semana seguinte, isso se venha a refletir no mercado português, mas não antes da semana que começa a 23."

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