Que impacto teve a greve dos motoristas na agricultura e no turismo?

Uma semana depois do início da greve, o representante dos agricultores fala de pequenos percalços como os problemas no abastecimento de uma fábrica de tomate que teve de parar durante dois dias.

Alguns "incómodos" e "uma grande ansiedade", mas sem prejuízos avultados. É este o balanço que o presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal faz do impacto da greve dos motoristas no setor.

Eduardo Oliveira e Sousa adianta à TSF que "houve apenas um percalço com o abastecimento de uma fábrica de tomate que teve de parar durante dois dias, o que causou um prejuízo aos agricultores que não puderam empregar o tomate ali", mas sublinha que "não chegou a haver uma paragem continuada".

Ainda assim, o representante dos agricultores fala em "prejuízos por agravamento de custos, uma grande ansiedade e perturbações do funcionamento do dia-a-dia" e conta que houve inclusive "agricultores a cederem combustíveis a outros agricultores" para manter a normalidade possível.

Com o fim da greve, Eduardo Oliveira e Sousa diz sentir "um alívio condicionado", pois só ficará "tranquilo" quando se afastar "do cenário temporal a possível continuidade da greve".

No mesmo plano, Elidérico Viegas, presidente da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve, garante que o turismo na região não sofreu grandes perturbações.

"Houve, de facto, alguns desvios sobretudo por parte dos espanhóis que tinham pensado fazer férias aqui ou entrar pelo sul e seguir de férias para o resto do país. De resto, não tivemos cancelamentos, os hotéis não tiveram cancelamentos de que se tenha conhecimento", adianta à TSF.

Elidérico Viegas lembra, contudo, que "houve algumas preocupações com falta de combustível, mas por pouco tempo" e que "foi possível reabastecer as marinas rapidamente".

"Dentro da anormalidade, correu tudo dentro da normalidade", remata.

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