Receitas dos impostos verdes caem 12%

A quebra da venda de carros com a pandemia leva à descida de quase 40% na coleta do imposto sobre veículos, o grande responsável pela quebra da fiscalidade verde.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), "em 2020, o valor dos impostos com relevância ambiental ascendeu a cerca de 4,77 mil milhões de euros, correspondendo a 6,8% do total das receitas de impostos e contribuições sociais".

No "bolo" dos impostos ambientais "o imposto sobre os produtos petrolíferos e energéticos ganhou importância relativa nos impostos com relevância ambiental, passando de 67,3% para 69,2%.", de 2019 para 2020.

Já "a receita relativa às licenças de emissão de gases com efeito de estufa continua a ganhar peso relativo no total da receita dos impostos com relevância ambiental, observando-se mesmo um aumento da receita destas licenças em 2020, face ao ano anterior."

O INE sublinha assim que "as licenças de emissão de gases com efeito de estufa, aumentaram o seu peso, passando de 5,1% para 6,3%. Em sentido oposto, perdeu importância o imposto sobre os veículos, atingindo agora 9,4% do total dos impostos com relevância ambiental (eram 13,7% em 2019), tendo-se verificado uma diminuição de 39,8% na receita deste imposto em 2020".

O adiamento da decisão de compra de veículos novos e da renovação de frotas, em especial no setor do aluguer de veículos para turismo pode ser considerado o responsável por esta quebra.

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