Regresso ao mercado regulado de gás natural "não é uma medida eficiente"

Presidente executivo da Galp considera que a medida vai beneficiar pequenos negócios, "incluindo os que não precisam".

O presidente executivo da Galp criticou esta segunda-feira a medida do Governo de possibilitar o regresso ao mercado regulado de gás, que abrange famílias e pequenos negócios, defendendo que "não é uma medida eficiente para beneficiar quem precisa".

Na intervenção durante uma conferência promovida pela CNN, sobre a transição energética, Andy Brown defendeu que a medida adotada pelo Governo, que permite que consumidores domésticos de gás natural e também pequenos negócios regressem ao mercado regulado "não é uma medida eficiente para beneficiar quem precisa", uma vez que, segundo o responsável, vai beneficiar pequenos negócios, "incluindo os que não precisam", que podem, assim, aceder a tarifas mais baixas.

O responsável disse que a empresa está a discutir com o Governo a medida que faz com que tenha de direcionar mais gás natural para venda no mercado regulado, ou seja, mais barato, apontando que "inverte anos de progresso no sentido da liberalização e do mercado livre".

Os consumidores que queiram mudar para o mercado regulado do gás já o podem fazer, desde o passado dia 7, numa loja "sem quaisquer ónus ou encargos" e sem necessidade de realizar uma nova inspeção à sua instalação de gás.

A alteração para o regime de tarifa regulada no gás natural, que passará também a ser possível online, é permitida aos clientes finais de gás natural com consumos anuais inferiores ou iguais a 10.000 m3, o que corresponde a cerca de 1,3 milhões de consumidores.

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