"Reposição da justiça." Quinze anos depois, vão avançar as obras de requalificação da EN 304

A Estrada Nacional 304 serve os concelhos de Baião, Amarante, Mesão Frio e Resende, e vai ser agora requalificada, depois de, em 2005, ter sofrido uma "desclassificação para o domínio municipal e com a contrapartida de que ela viesse a ser qualificada mediante a apresentação de uma candidatura, nomeadamente a fundos comunitários".

Há 16 anos que o concelho de Baião aguarda por este dia. Finalmente vão avançar as obras de requalificação da Estrada Nacional 304 que liga o Baixo Tâmega e o Douro Sul. O ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, vai assinalar a ocasião e deslocar-se ao concelho para presidir à assinatura deste acordo.

O presidente da Câmara Municipal de Baião, Paulo Pereira, considera que está a ser feita justiça e sublinha que a Estrada 304 serve os concelhos de Baião, Amarante, Mesão Frio e Resende. "Acima de tudo, significa uma reposição da justiça em relação a uma injustiça que foi cometida em 2005, que depois nunca mais tinha sido compensada, ou seja, houve a desclassificação de uma estrada nacional para o domínio municipal e com a contrapartida de que ela viesse a ser qualificada mediante a apresentação de uma candidatura, nomeadamente a fundos comunitários."

"Essa candidatura foi apresentada, não foi aprovada, e, portanto, passou para o domínio municipal e não foi qualificada", rememora o autarca, que considera que, desde essa altura, deveria ser reposta a justiça.

O município de Baião vai ainda assinar com o Governo o Programa Primeiro Direito, que faz parte da Estratégia Local de Habitação. O autarca fala num investimento superior a um milhão e 300 mil euros e que vai abranger no total 300 pessoas. "Estamos a falar de respostas habitacionais da nossa parte, de alojamentos (73), que depois obviamente vão servir muito mais pessoas", aponta Paulo Pereira. São incluídos "os próprios privados, que têm essa dificuldade e que já estão identificados nessa estratégia, bem como as entidades e as IPSS, que também têm essas respostas".

No total, o projeto deve abranger "150 a 160 agregados familiares", isto é, perto de 300 pessoas.

A cerimónia que assinala a retoma das intervenções está marcada para as 10h30, na Câmara Municipal de Baião.

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