Restauração quer apoios comunicados "de forma clara, objetiva e imediata"

Presidente da Associação Nacional de Restaurantes antecipa um "verão perdido" nos grandes centros urbanos.

O presidente da PRO.VAR receia que a situação da pandemia em Lisboa acabe por alastrar-se a outras regiões do país, mas reconhece que já esperava que o município recuasse no desconfinamento. Com o setor da restauração a enfrentar dificuldades e a precisar de apoios que tardam em chegar, o presidente da Associação Nacional de Restaurantes, Daniel Serra, pede ao Governo que seja claro quanto aos apoios para que os empresários possam decidir se mantêm, ou não, os seus negócios.

"Será que se mantêm as rendas?", questiona o representante dos empresários em declarações à TSF, defendendo que o apoio deve manter-se "até ao final do ano", uma posição que já transmitiu ao Governo: os restaurantes estão a trabalhar "com regras apertadas" e o recuo no desconfinamento vai criar "dificuldades acrescidas", pelo que as situações dos programas Apoiar.pt, Apoiar Restauração e Apoiar Rendas devem ser esclarecidas "rapidamente".

"Até ao momento não existe nada em concreto, é tudo muito dúbio", lamenta Daniel Serra, que revela que os empresários estão preocupados com o futuro das suas empresas e dos seus trabalhadores, num período em que a faturação "não está a ser a suficiente" e o dinheiro arrecadado "não está a ser o suficiente" para aguentar o próximo inverno. "Pedimos ao Governo que comunique de forma clara, objetiva e imediata os apoios", insiste.

O líder da PRO.VAR antecipa, desde já, mais um "verão perdido", em especial nas regiões mais densamente povoadas, e com a restauração a funcionar "a duas velocidades".

"Vai funcionar bastante bem em zonas de baixa densidade, no interior, onde as pessoas têm uma sensação de segurança maior", mas a vida dos restaurantes vai dificultar-se nos centros das cidades e nos centros comerciais, onde a situação é "claramente preocupante".

O horário dos restaurantes e similares e do comércio vai recuar em Lisboa e Albufeira, passando a ter de encerrar às 15h30 aos fins de semana, juntando às regras que já vigoram em Sesimbra, disse esta quinta-feira a ministra da Presidência.

A decisão de recuo no desconfinamento foi tomada no Conselho de Ministros, implicando ainda, no caso daqueles três concelhos, que os supermercados e restantes retalho alimentar encerrem às 19h00 aos fins de semana.

Durante a semana, restaurantes, cafés e pastelarias podem funcionar até às 22h30, com as regras de lotação a determinarem um máximo de quatro pessoas por grupo no interior e de seis pessoas por grupo nas esplanadas.

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