Restauração receia incumprimento de regras nas esplanadas e recuo no desconfinamento

No dia em que as esplanadas dos restaurantes podem voltar a funcionar, ainda que com restrições, como a limitação de pessoas por mesa, uma das associações do setor receia que o comportamento dos clientes possa pôr em causa as próximas etapas do desconfinamento. A AHRESP argumenta que as instruções da DGS ao setor não foram esclarecedoras.

Daniel Serra, da Pro.var, associação de restaurantes portugueses, confessa-se receoso com este novo passo no plano de desconfinamento. No dia em que as esplanadas dos restaurantes podem voltar a funcionar, ainda que com restrições, o representante do setor da restauração admite ter medo de que o comportamento dos clientes possa pôr em causa as próximas etapas do desconfinamento.

A Pro.var encara com apreensão a possibilidade de os clientes não cumprirem o uso de máscara obrigatório quando não estejam a consumir, o que poderá fazer com que o Governo recue no alívio que está previsto para as próximas semanas. "O que importa neste momento é realmente que este desconfinamento se faça de forma regrada e tranquila", exorta Daniel Serra, lembrando que "os empresários da restauração acabam por ficar numa posição complicada".

"O que receamos é que no dia 3 de maio, data em que à partida os estabelecimentos estarão a funcionar de forma plena, isso não possa acontecer".

Em declarações proferidas no Fórum TSF, o presidente da Pro.var pede ao Executivo que reforce a vigilância sobre o respeito das regras nos estabelecimentos da restauração, uma tarefa a que os donos dos negócios não têm capacidade de dar resposta.

Também a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), outra associação do setor, deixa um reparo à Direção-Geral da Saúde. A representante Ana Jacinto considera que há informação sobre procedimentos que continua sem resposta. Já a que chegou foi disponibilizada demasiado tarde. "Era preciso, de forma clara e atempada, clarificar todos os empresários e os consumidores, para que todos cumpram as regras, para que não haja confusão, não haja forças policiais a dizerem uma coisa e a autuarem, em desconformidade. Tudo isto é desnecessário, para uma atividade que está em sérias dificuldades e que não pode ter mais perturbações."

"Só hoje tivemos a indicação de que podemos divulgar o nosso guia de boas práticas", exemplifica Ana Jacinto.

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