Santos Silva destaca importância do acordo entre UE e Mercosul para Portugal

Ministro dos Negócios Estrangeiros explica que os bens agroalimentares e industriais que Portugal exporta para o Brasil vão poder ser mais competitivos.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, destaca a importância do acordo de livre comércio assinado esta sexta-feira entre a União Europeia e o Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Com este acordo, mais de 30 países vão poder negociar entre si sem tarifas - ou com tarifas muito baixas, num mercado de 800 milhões de pessoas.

Santos Silva explica, em declarações à TSF, que este é um acordo histórico e que, para Portugal, a grande vantagem prende-se com as exportações "agroalimentares" para o Brasil.

"Quase metade do valor das nossas exportações é conseguido só com um produto, o azeite. Isto significa uma maior facilidade de acesso, a chegada dos produtos portugueses a preços mais baixos e, portanto, maior competitividade para as exportações portuguesas. Pense-se no azeite, vinho e outros produtos agroalimentares mas também em produtos industriais em bens tão importantes como os automóveis e os seus componentes", explicou o governante português.

Augusto Santos Silva sublinha que o acordo acaba por ser profundamente europeu, uma vez que o livre comércio com a América do Sul fica sujeito às regras ambientais, de proteção dos consumidores e também das marcas de origem que vigoram no espaço comunitário.

"A União Europeia é conhecida pela exigência dos seus padrões de segurança alimentar, de saúde pública e ambientais. Isto significa que respeito pelas indicações das marcas de origem, pelos produtos que têm uma marca e uma especificidade cultural, regional ou nacional, como por exemplo o Queijo da Ilha, o Queijo de São Jorge e outros exemplos", ressalva.

Os detalhes do acordo entram agora em negociações, visto que foi hoje alcançado, em Bruxelas, o acordo político.

O Brasil já fez contas ao que pode beneficiar com esta parceria transatlântica. O ministério brasileiro da Economia estima que, até 2035, o país vai aumentar as exportações em 100 mil milhões de dólares, o PIB vai crescer 125 mil milhões e o acordo vai atrair 113 mil milhões de dólares de investimento ou seja, perto de 350 mil milhões em 15 anos.

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