Secretária de Estado do Turismo quer trabalhar para um sistema fiscal mais justo

Para Rita Marques, este "não é um desafio só do turismo, é transversal a toda a economia".

A secretária de Estado do Turismo disse esta quinta-feira que um desafio do setor é a capacidade de investimento, mas admitiu que "as empresas agudizam a nível fiscal", garantindo que obter um sistema mais justo será agarrado "com assertividade".

Rita Marques falava na abertura do 45.º Congresso da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), que decorre no Funchal, perante uma plateia de 750 participantes de todos os segmentos do setor.

"[Um] grande desafio prende-se com a capacidade de investimento. Falamos das empresas, das parcerias público-privadas, mas é mais do que notório que as empresas agudizam a nível fiscal", afirmou Rita Marques, observando: "O ministro da Economia tem referido a necessidade, que está no Programa do Governo, de procedermos ao alívio fiscal". "Isto é especialmente importante quer para as famílias, quer para os empresários, termos um sistema fiscal mais justo que possa potenciar maior investimento também no Turismo", prosseguiu a governante.

Para Rita Marques, este "não é um desafio só do turismo, é transversal a toda a economia", acrescentando: "Mas não quero deixar de dar conta que este desafio será agarrado, também com toda a assertividade". A secretária de Estado lembrou que o turismo tem vivido "tempos extraordinários" e que para este desempenho "muito tem contribuído a parceria, muito profícua, público-privada".

"As métricas são boas (...) e só podemos desejar fazer mais e melhor", referiu, reconhecendo haver desafios que "vão nortear a próxima legislatura".

Entre os desafios apontados, a governante abordou ainda a "melhoria contínua das infraestruturas já existentes" por onde entram os turistas em Portugal, "mas não só".

"Temos de, por outro lado, capacitar todos os agentes que gerem estas infraestruturas. Ainda recentemente no aeroporto do Porto tivemos novos modelos operacionais, conseguimos introduzir uma eficiência acrescida na ordem dos 60%", disse. "Temos de fazer um esforço de gerir os recursos que temos, alguns limitados, como acontece no que se refere aos slots aéreos [autorizações de descolagem e aterragem], mas saber geri-los de modo a trazer mais hóspedes para Portugal. Temos de também saber trabalhar com os operadores aéreos, incentivando-os a diversificar rotas, a trazer turistas para Portugal e este é, de facto, um trabalho complexo que envolve uma negociação diária, envolvendo vários stakeholders [agentes], público-privados", acrescentou.

No resumo que fez, Rita Marques disse que "a nível das infraestruturas há três desafios que se avizinham", nomeadamente a melhoria das infraestruturas existentes, a capacitação dos agentes que gerem essas mesmas infraestruturas e, "não menos importante", os operadores que as utilizam.

Outro desafio neste âmbito prende-se com as infraestruturas turísticas que valorizem a oferta.

"Nesta altura a permanência média de quem nos visita é de 2,6 dias. Temos de fazer um esforço para que esta média aumente. Portugal tem muito para visitar e muito para ver, e é muito importante que a oferta turística, quer a nível da hotelaria e não só, mas tudo aquilo que se prende com a fruição turístico-cultural exista" não apenas "nas grandes cidades, mas em outras geografias, incentivando o turista a percorrer Portugal de lés a lés", acrescentou a secretária de Estado.

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