Segurança Social a uma década de cair no buraco

O saldo do sistema de providência ainda vai ser positivo no próximo ano e por mais 9 anos, mas em 2030 a estimativa é que o saldo seja negativo em 987 milhões de euros.

De acordo com relatório de estabilidade financeira da Segurança Social que acompanha o Orçamento do Estado para 2021 a projeção da conta da segurança social para os reformados do futuro é tudo menos otimista.

"Os primeiros saldos negativos do sistema previdencial são esperados no fim da década de 2020, podendo atingir valores negativos superiores a 1% do PIB durante a década de 2040", pode ler-se no relatório.

Por exemplo, em 2050 o saldo do sistema é negativo na ordem dos 3.269 milhões de euros.

Por outro lado esta projeção estima que o Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (FEFSS) esteja esgotado na segunda metade da década de 40.

"Para 2021, estima-se que o valor de mercado da carteira de ativos do FEFSS seja perto de 22,2 mil milhões de euros, correspondendo a 10,6% do PIB e a 148,5% dos gastos anuais com as pensões do sistema previdencial", revela a Segurança Social.

O FEFSS a está a ser alimentado pelos saldos do sistema previdencial, pelas transferências resultantes do Adicional ao Imposto Municipal sobre Imóveis, da parcela do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas e do Adicional de Solidariedade sobre o Setor Bancário.

O relatório aponta ainda que "em 2020, devido à crise provocada pela COVID-19, observou-se uma grande variabilidade entre o apresentado no Orçamento Estado para 2020 e a previsão de execução".

Só no subsídio de desemprego, decorrente do aumento no desemprego, verificou-se um aumento de 30,8%, da despesa face ao orçamentado para 2020, e prevê-se ainda um crescimento de 5,2% na despesa com esta prestação já no próximo ano (2021).

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