"Sem as visitas dos espanhóis a Elvas nem dá para pagar os salários"

O presidente da Câmara de Elvas diz que é especialmente "relevante" o levantamento das restrições nas fronteiras terrestres entre Espanha e Portugal.

O presidente da Câmara de Elvas assume que a abertura das fronteiras é uma prioridade para a cidade da raia. Nuno Mocinha admite que desde que a fronteira do Caia fechou - entre Elvas e Badajoz - o concelho alentejana perdeu as dinâmicas empresariais que precisam de voltar a ser "animadas" entre a restauração, hotelaria e comércio.

"Todos os municípios raianos têm pedido que se faça um desconfinamento com uma velocidade superior àquela que tem vindo a ser anunciada", disse o autarca elvense à TSF, no dia em que Espanha já avançou que a data de reabertura não será a 22 de junho, como havia adiantado a ministra espanhola da Indústria, Turismo e Comércio, mas sim a 1 de julho. Recorde-se que o Governo português se mostrou "surpreendido" com data inicial.

Nuno Mocinha assume que para Elvas é especialmente "relevante" o levantamento das restrições nas fronteiras terrestres entre Espanha e Portugal.

"A cidade tem tido a sua restauração vazia, o comércio vazio e a sua hotelaria praticamente vazia", diz o autarca, recordando que sem as visitas dos vizinhos espanhóis a Elvas "a estrutura económica é muito afetada e quase residual. Nem dá para pagar os salários no final do mês", acrescenta, revelando que vários empresários da região têm pedido a abertura da fronteira do Caia.

Nuno Mocinha admite ainda que facto do concelho de Elvas registar apenas dez casos positivos de covid-19 "ajuda a manter a confiança", acrescentando que Badajoz também foi das cidades menos afetadas pela pandemia na província da Extremadura.

"É óbvio que ninguém quer perder o trabalho que foi feito no período de confinamento, pelo que as medidas de segurança terão de ser reforçadas", acrescenta, alertando que, na verdade, a fronteira nunca fechou totalmente. "Houve circulação dos trabalhadores transfronteiriços e transportes de mercadorias e não foi isso que fez agravar qualquer tipo de estatística", resume.

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