Serviços bancários "têm de tornar-se digitais e dinâmicos"

Processos iniciados pelos bancos antes da pandemia foram acelerados e os gestores bancários "têm de estar preparados".

O keynote speaker da edição 2020 da Money Conference, Jan Bellens, líder para o Global Banking e Setor de Mercados de Capital da consultora EY, alerta que os bancos vão continuar a tender para o digital enquanto se adaptam às consequências da pandemia de Covid-19.

"O que vemos acontecer nos bancos por causa da Covid-19 é uma aceleração de processos que já estavam em curso. Essa aceleração vai continuar, é para isso que os gestores bancários têm de estar preparados", defendeu Bellens na conferência organizada pela TSF e Dinheiro Vivo.

Para otimizarem custos, os bancos vão colocar "serviços não-essenciais em outsourcing", ao mesmo tempo que "realinham portefólios e saem de negócios que não têm escala ou que não se enquadram bem" com o objetivo de "darem crescimento e receitas".

"A gestão vai levar a um fator chave que é a transformação da força de trabalho", explicou também.

Além dos trabalhadores, também os modelos de negócio devem sofrer alterações: "Têm de tornar-se digitais e dinâmicos."

Esta mudança "não se trata apenas de um cavalo mais rápido, como disse Henry Ford quando o automóvel começou a substituir as carroças" nem de "digitalizar produtos já existentes, mas sim de transformarem-se em negócios digitais nativos".

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