Serviços mínimos não servem para "dirimir conflitos entre empresas e sindicatos"

Ministro Vieira da Silva sublinha que o único objetivo é assegurar as necessidades essenciais da população.

O ministro do Trabalho assegurou hoje que os serviços mínimos decretados para a greve dos motoristas de matérias perigosas, que começa no sábado, não têm como objetivo interferir no conflito laboral, mas apenas garantir necessidades essenciais da população.

"A lógica dos serviços mínimos tem de ser sempre similar. Não é uma forma de dirimir conflitos entre empresas e sindicatos. A lógica dos serviços mínimos é identificar necessidades essenciais para os portugueses", disse Vieira da Silva na Grande Entrevista da RTP3.

O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social acrescentou que, desta vez, o princípio é o mesmo, mas, tendo em conta que se trata de uma greve ao trabalho extraordinário, fins de semana e feriados, o impacto será diferente das greves anteriores e os serviços mínimos também serão diferentes.

"A natureza desta greve não tem condições para ter um impacto semelhante às anteriores", considerou, acrescentando que não é fácil fazer uma previsão dos possíveis efeitos da próxima paralisação que os motoristas de matérias perigosas.

Vieira da Silva lembrou que o Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) já tinha dado o seu acordo às áreas passíveis de serviços mínimos, como a saúde, proteção civil, portos e aeroportos, como se veio a concretizar.

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