Sevenair expande de Cascais a Ponte de Sor

Plano de expansão tem um investimento previsto de 7,4 milhões de euros para infraestruturas, serviços de manutenção, formação de pilotos e técnicos de manutenção.

A companhia aérea regional aérea portuguesa retomou o plano de expansão delineado há cinco anos e interrompido pela chegada da pandemia e inaugurou este mês um novo hangar no aeródromo de Ponte de Sor.

Esta é a primeira fase de um investimento na ordem dos 7,4 milhões de euros para sediar ali serviços de manutenção e cursos de pilotagem e de técnicos de manutenção de aviões.

A Sevenair já tinha investido 3,5 milhões e meio de euros entre 2017 e 2019 no projeto da escola de pilotos, boa parte para aquisição de frota, simuladores de voo e outros equipamentos e hoje o grupo tem uma frota com 50 aeronaves.

Até agora instalada no antigo aeródromo de Tires, na zona oeste de Lisboa, onde o ano passado passou a ter mais um hangar, mas a procura e o aumento da oferta de serviços levou à decisão da empresa procurar outro espaço pela necessidade de aumento de capacidade.

Para Alexandre Alves, diretor comercial da Sevenair, "o namoro com Ponte de Sor é antigo e o autarca convenceu-nos do potencial daquele espaço, o que nos levou a concorrer ao concurso que a câmara municipal lançou para a concessão do hangar. Agora entramos numa nova fase, vamos instalar os serviços de manutenção de aeronaves e na área da formação, a parte dos técnicos de manutenção de aviões. Não quer dizer que no futuro não possamos levar outras áreas de negócio para ali, mas para já são estas".

Com aeronaves como o Jetstream 32 de 19 lugares, a companhia vai levar para Ponte de Sor cinco dos 50 aparelhos do grupo, numa altura em que vai ter que fazer sair da base militar do Montijo outras duas aeronaves que entretanto adquiriu.

Com a ambição de fazer a cobertura do território nacional também este mês, instalou uma base em Bragança com dois aviões e estuda a expansão da frota, além da base do Algarve, em Portimão, que proporciona experiências de paraquedismo e voos acrobáticos, e de estar à espera do lançamento do concurso da ligação entre Madeira e Porto Santo para apresentar uma candidatura, acreditando que até final do ano terá mais duas operações em novos mercados.

Aliás, 2022 é visto como o ano da expansão internacional, estando a negociar alguns contratos e acordos com governos estrangeiros para trazer alunos de outras nacionalidades para a sua escola.

A prioridade é cativar destinos do norte de África e do sul da Europa por uma questão de proximidade, onde a oferta regional prevalece sobre os serviços de grandes companhias aéreas.

Nesta altura, na área da formação, este grupo privado 100% português tem parcerias no Brasil, na região de São Paulo e estuda expandir para Fortaleza, pela procura crescente, quer de cursos, quer de serviços na região do nordeste brasileiro.

Em Cabo Verde, desenvolveu uma operação de voo de apoio à guarda costeira em missões de interesse público entre ilhas e transportou mais de 400 doentes para os hospitais centrais do país. Com perspetivas de futuras parcerias, deixou em território cabo-verdiano um polo da sua escola de formação atualmente com 20 alunos.

Alexandre Alves afirma que a Sevenair está em 6.º lugar no ranking das melhores escolas de aviação do seu segmento, com cursos de dois anos e já com alguns de 40 nacionalidades, mas para chegar ao topo, ao número um, precisa de mais meios, desde espaço a equipamentos, verbas e alunos.

Na análise que está a fazer ao mercado, não exclui a eventual compra de aviões elétricos, estando a analisar um leque de mais de 200 fabricantes em todo o mundo e inclinada para duas ou três opções que espera conseguir concretizar até final do ano.

Planos que levam a empresa a acreditar que este ano vai conseguir crescer entre 15 a 25%.

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