Sindicato critica "postura prepotente e arrogante da ANTRAM"

Pedro Pardal Henriques reagiu às declarações da ANTRAM, que destacou falta de cedência por parte do sindicato.

Pedro Pardal Henriques, do Sindicato de Motoristas de Matérias Perigosas, respondeu às declarações de Pedro Nuno Santos sobre a eventualidade de negociações favoráveis até 12 de agosto. "É sempre possível, mas não da forma que o senhor ministro veio propor agora. Ouvi com atenção as palavras do senhor ministro, e, mais uma vez, veio dizer que os sindicatos podem desconvocar uma greve para que obtenha vitórias para os seus trabalhadores", referiu, em declarações à TSF.

"Eu não percebo que vitórias são essas que o senhor ministro vem referir para desconvocarmos uma greve com uma mão cheia de nada", salientou Pedro Pardal Henriques, indignado com a existência de trabalhadores a "serem maltratados e aguentarem, ao longo de 20 anos, esta postura das empresas, que tem sido bem clara e bem notória com o radicalismo da ANTRAM".

O sindicalista acredita que a sucessão de negociações fracassadas vem provar que as "empresas de poder económico são o mais importante nisto tudo".

"Desconvocar uma greve com uma mão cheia de nada é impensável." Foi assim que Pedro Pardal Henriques avaliou as conversações ocorridas esta segunda-feira, em que a ANTRAM salientou não querer "ficar refém do sindicato".

Sobre não aceitar as propostas do Governo, Pedro Pardal Henriques nega: "Não é exatamente assim." Aliás, o representante do sindicato elogiou os avanços de Pedro Nuno Santos na forma como encara os problemas da classe profissional. "Pela primeira vez, o senhor ministro mostrou preocupação por estes trabalhadores e apresentou uma proposta de desconvocar a greve e recomeçar as negociações - processo negocial este que já foi feito no Ministério do Trabalho e que não teve frutos", considerou.

O sindicato não aceitou desconvocar a greve "sem certezas de uma proposta de convenção coletiva de trabalho", mas garante "registar com muito agrado a nova postura do Ministério".

Pedro Pardal Henriques não abdica de que a ANTRAM responda "claramente a questões que deixámos ao ministro e das quais não abdicamos". Sobre a ANTRAM, tece ainda mais comentários, sobretudo críticas à "postura prepotente e arrogante da ANTRAM de não aceitar negociar com o sindicato" e de "não aceitar absolutamente nada", exceto os 900 euros de salário-base, mais tarde contestados.

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