Sindicato da CGD denuncia encerramento de mais 23 agências

O presidente do sindicato dos trabalhadores do grupo CGD, Pedro Messias, explicou à TSF que estes encerramentos vão sobrecarregar os restantes balcões nestas áreas.

O Sindicato dos Trabalhadores das Empresas do Grupo CGD (STEC) anunciou esta sexta-feira que a administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD) pretende "encerrar mais 23 agências em Portugal continental" neste mês.

À TSF, o presidente do sindicato dos trabalhadores do grupo CGD, Pedro Messias, explica que estes encerramentos vão sobrecarregar os restantes balcões nestas áreas, numa altura em que já há falta de profissionais nas agências.

"O STEC teve conhecimento que a administração da CGD, após o recente anúncio do vultuoso lucro de 486 milhões [de euros], no primeiro semestre de 2022, decidiu cortar ainda mais nos custos e encerrar mais 23 balcões, no decorrer do corrente mês de agosto, com maior incidência nas regiões de Lisboa e Porto", refere o sindicato em comunicado hoje enviado às redações.

O sindicato assinala que se "desconhecem os motivos" para esta intenção, e que a vontade em "reduzir despesas" carrega a "desvalorização da capacidade da CGD enquanto banco público", apontando que há "um inevitável congestionamento dos restantes balcões dessas áreas".

De igual forma, o STEC sublinha que desde 2012 já houve o "decréscimo" de 3.300 trabalhadores e o encerramento de "mais de 300 agências" da Caixa em Portugal.

Para o sindicato, tal representa "um número avassalador" e a "entrega de 'bandeja' de negócio rentável e lucrativo aos bancos privados, perdendo-se, com isto, centenas, ou mesmo milhares, de clientes particulares e empresariais".

Por isso, o STEC insta o Governo a não se "demitir da sua responsabilidade" na coesão territorial.

"Neste cenário de claro abandono da CGD de vastas e povoadas zonas do país, o Governo não se pode demitir da sua responsabilidade no que respeita à coesão territorial de que tanto fala, mas que depois deixa ao livre-arbítrio de decisões de gestão, que neste caso e lamentavelmente até são de caráter público", insiste o sindicato no documento.

"Não basta apregoar a defesa da CGD como Banco Público e receber as centenas de milhões de dividendos gerados pelo esforço dos seus trabalhadores, é fundamental que o Estado defina as orientações estratégicas que o banco deve assumir", acrescenta o documento.

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