Situação de pequenas e médias empresas é dramática

A situação das micro, pequenas e médias empresas é dramática. E João Ferreira, candidato apoiado pelo PCP e pelo PEV na corrida a Belém, diz que não se trata apenas da força das palavras, mas sim da descrição fiel da realidade nacional.

Num encontro online com empresários da restauração, publicidade e das tecnologias da informação, esta tarde, João Ferreira ouviu os empresários sobre os impactos de um novo confinamento. Para a restauração, confinar significa, em muitos casos, fechar portas, colocando milhares de pessoas no desemprego.

Grande parte dos restaurantes portugueses trata-se de empresas pequenas e familiares. Um novo confinamento vai colocar em risco estas famílias, mas também os fornecedores.

Luís Rebelo, empresário da restauração, fala em milhões de pessoas afetadas. "Muitos restaurantes são familiares e não são só as famílias que ficam em risco, mas também os fornecedores. Milhões de pessoas ficarão em risco com a restauração fechada", alerta o empresário, referindo que "muitas vezes se fala no impacto de um possível fecho da Autoeuropa", mas o fecho da restauração "é mais grave do que o da Autoeuropa", opina.

O primeiro confinamento foi difícil e colocou as empresas numa situação frágil para enfrentar este segundo. Jorge Pisco, da confederação portuguesa das micro, pequenas e médias empresas, diz que a realidade se complica sem os apoios prometidos pelo Estado. "Na realidade, a situação já era complicada, mas neste momento, ao fim de dois meses, a situação, podemos dizer, é dramática", apontou, lamentando que "o conjunto tão vasto de medidas que o Governo tem vindo sucessivamente a tomar", se percam nelas próprias.

João Ferreira ouviu e concluiu: a situação é dramática. "Ninguém poupou na expressão dramática, porque a situação é dramática", acrescentando que não se trata de "carregar na força das palavras", mas sim de "descrever de forma fiel a realidade que estamos a viver".

João Ferreira sublinhou o efeito em cadeia com encerramentos na restauração, pois "quando vai um abaixo vão muitos abaixo, é o efeito dominó", adverte.

Como muitos empregos na restauração são por conta própria, João Ferreira fez questão de lembrar que, na sua opinião, Marcelo Rebelo de Sousa dificultou o apoio aos sócios-gerentes.

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