Sobreviver à greve dos motoristas. O manual para contornar a crise dos combustíveis

A greve mantém-se de pé para 12 de agosto. Os efeitos não serão sentidos apenas no abastecimento de combustível, mas em vários setores como os supermercados, o serviço e a indústria.

Se a paralisação não for desconvocada até 12 de agosto, o fornecimento de produtos às grandes superfícies (supermercados), serviços e indústria também pode falhar, conforme avisou o Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias.

Em resposta ao apelo do ministro das Infraestruturas e da Habitação, que apelou à preparação prévia dos portugueses para a eventualidade desta greve , a Deco sugere dicas para que os consumidores se possam defender do impacto da manifestação.

Abastecer o veículo dois ou três dias antes

A Deco aconselha, para além de um abastecimento antecipado, uma utilização escassa dos automóveis. "Utilize-o apenas para as deslocações indispensáveis e procure fazer uma condução eficiente, para gastar menos combustível", escreve a organização de Defesa do Consumidor.

Usar o GPS para planeamento de rotas

A Defesa do Consumidor sugere que os portugueses planeie as viagens mais longas com recurso a um GPS ou um calculador de rotas na internet, para melhor prever o gasto de combustível.

Consultar as listas de postos de abastecimento de emergência

Em caso de crise energética, todos os postos de abastecimento serão obrigados a afixar, em local bem visível, a lista de postos de emergência. Também o site da Entidade Nacional para o Setor Energético fornece todas essas informações.

Não recorrer aos jerricãs

Devido à perigosidade das substâncias combustíveis, o uso de jerricãs é desaconselhado. Há, no entanto, limites para o seu transporte: o máximo são 60 litros por recipiente. Quem não respeitar as regras incorre numa coima entre 750 e 2250 euros. Não podem ser utilizados outros recipientes para o efeito.

É proibido, pelo risco de libertação de vapores e inflamação, armazenar, em garagens ou arrecadações dos prédios, combustíveis líquidos, como a gasolina.

Se não cumprir esta regra, um forte cheiro a combustível é um sinal de que deverá contactar as autoridades policiais, uma vez que o risco de incêndio é real. As coimas variam entre os 275 e os 2750 euros, no caso de pessoa singular, ou até 27.500 euros, no caso de pessoa coletiva. O incumprimento das normas de segurança contra incêndio dá à seguradora o direito de recusar qualquer pagamento.

Dar preferência aos transportes públicos, carpooling, trotinetas e bicicletas

É pouco provável que os transportes públicos sejam afetados pela possível paralisação com data de início a 12 de agosto, já que a proposta de serviços mínimos dos sindicatos que convocaram a greve prevê o abastecimento destes veículos.

A Deco aconselha, ainda assim, a acompanhar com alguma regularidade as atualizações dos serviços nos sites da CP , Rede Expressos , Metro de Lisboa e Metro do Porto .

Há também aplicações dedicadas aos utentes para que optem pelos transportes mais adequados para cada destino, trajeto e tempo.

Outra alternativa aconselhada pela Defesa do Consumidor é partilhar viagens através de carpooling, em plataformas de partilha de boleias, que põem em contacto condutores e passageiros que pretendem viajar para o mesmo destino.

Carros e scooters elétricos, bicicletas e trotinetas são também opções a ter em conta.

Trabalhar a partir de casa, se possível

A Deco interpela os consumidores a negociar com o patronato a possibilidade de trabalhar à distância . A lei laboral não prevê que as entidades patronais sejam obrigadas a aceitar como justificadas as faltas ao trabalho devido à greve. Por isso, tirar alguns dias de férias ou compensar as horas desses dias de ausência noutras datas, ou até mesmo trabalhar a partir de casa, podem ser soluções.

Urgências de saúde previstas nos serviços mínimos

Os serviços mínimos garantem as deslocações em casos urgentes. No entanto, para consultas já marcadas, a Deco sugere tentar remarcar para outra data.

Garantir uma embalagem extra dos medicamentos usados no dia-a-dia

Caso os consumidores estejam medicados com produtos farmacêuticos cujo prazo termine perto da data da greve, garantir uma embalagem a mais do medicamento é uma possibilidade.

Ir ao supermercado antes da greve

A Defesa do Consumidor assinala que é mais aconselhável apostar em produtos com uma duração mais alargada, para evitar o desperdício de alimentos. A gestão de produtos perecíveis obriga a um consumo dos alimentos frescos em primeiro lugar. "É ainda possível comprar carne e legumes em quantidades acima do habitual, para congelar", acrescenta a Deco.

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