Talhantes precisam-se. Negócio cresceu com a pandemia e quase duplicou as vendas

O comércio de rua tem recebido cada vez mais consumidores. Com tanta procura, os talhos estão a precisar de mão-de-obra, e há falta de funcionários.

Com a pandemia, o comércio de bairro ganhou novo fôlego. Os talhos de rua não têm mãos a medir com encomendas e novos clientes.

Marianela Lourenço, secretária-geral da Associação de Comerciantes de Carnes do concelho de Lisboa, adianta que as vendas duplicaram nos últimos meses. "A pandemia não trouxe efeitos positivos para ninguém em geral, mas, para o comércio alimentar em particular, tem trazido vantagens, na medida em que as pessoas têm deixado de ir tanto ao supermercado como iam." Agora, o recurso ao comércio de bairro ou de rua é mais frequente. "As pessoas sentem-se mais seguras do que num supermercado, por isso quase duplicaram as vendas", admite.

Com tanta procura, os talhos estão a precisar de mão-de-obra. Há falta de funcionários, porque, explica Marianela Lourenço, a formação é demorada.

"Há falta de profissionais nesta área." Tal também se explica por ser uma atividade que exige "muita formação". Marianela
Lourenço fundamenta: "Não é qualquer pessoa que chega e corta um bife, que desmancha um quarto de traseiro ou dianteiro. Não, tem de ter formação e uma formação muito específica nesta área."

Marianela Lourenço reconhece mesmo que ainda há emprego para muitos profissionais. "Se eu tivesse cem, tinham todos empregabilidade."

.Os salários nos talhos continuaram mesmo a subir. Esta é uma tendência que já se registava antes da Covid-19.

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