"Temos de estar em alerta." Agricultores preparam-se para nova greve dos motoristas

Os agricultores portugueses estão a ser aconselhados a tomar medidas de precaução perante a nova greve dos dos motoristas às horas extraordinárias.

A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) está de novo em alerta perante o anúncio de uma nova greve dos motoristas de matérias perigosas.

Esta manhã, o Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) revelou que vai apresentar um pré-aviso de greve ao trabalho suplementar, feriados e fins de semana.

O sindicato que representa os motoristas e a Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) não conseguiram chegar a acordo, no retomar das negociações mediadas pelo Governo, após o fim da paralisação, no último domingo.

Com a marcação de uma nova greve, os setores mais afetados pela última paralisação começam a preparar-se para eventuais novas consequências.

Em declarações à TSF, o presidente da CAP, Eduardo Oliveira e Sousa, admite pedir aos agricultores que voltem a tomar medidas de prevenção.

"Temos de estar em alerta", avisa. "Não conhecemos em pormenor o resultado de uma greve às horas extraordinárias. O sistema de abastecimento há de sofrer algumas consequências, mas não sabemos quais."

"Vamos ter de fazer novamente uma chamada de atenção às pessoas para voltarem a constituir algumas reservas, a fim de poderem ultrapassar os eventuais obstáculos de abastecimento que possam vir a verificar-se", indica Eduardo Oliveira e Sousa.

A greve dos motoristas de pesados começou a 12 de agosto por tempo indeterminado. A 15 de agosto, o Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM) desconvocou a paralisação, mas o Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas manteve-a e só desconvocou o protesto no domingo, 18 de agosto, após um plenário de trabalhadores.

O Conselho de Ministros declarou situação de crise energética e constituiu a Rede de Emergência de Postos de Abastecimento (REPA), integrando postos de abastecimento exclusivo para entidades prioritárias e veículos equiparados, como Forças Armadas, forças de segurança, proteção civil, emergência médica ou transporte público de passageiros, e uma rede para abastecimento público com bombas abertas ao público em geral, mas com restrições na quantidade de abastecimento.

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