"Temos de sobreviver." Empresas do mercado livre da energia propõem mesmas condições do mercado regulado

Em declarações à TSF, Ricardo Nunes, da Associação de Empresas Comercializadoras de Energia do Mercado Liberalizado, defendeu uma forma de "os comercializadores do mercado liberalizado possam também eles oferecer tarifas equiparadas" ao mercado regulado.

As empresas do mercado livre da energia estão a ser inundadas de dúvidas dos consumidores, mas têm uma proposta que esperam ver aceite em Bruxelas: para atravessar a crise energética, querem, temporariamente, poder atuar como quem está no mercado regulado da luz e do gás.

Ricardo Nunes, presidente da Associação de Empresas Comercializadoras de Energia do Mercado Liberalizado, espera que seja esta a solução adotada na próxima reunião de ministros europeus da energia. No imediato, assume que estas empresas estão a braços com uma avalanche de dúvidas dos consumidores.

"Temos de conseguir sobreviver e estamos a falar de milhares de postos de trabalho diretos e indiretos", e, para garantir o emprego desses trabalhadores, "tem de se arranjar uma forma de equiparação". "O que se pretende é permitir que os comercializadores do mercado liberalizado possam também eles oferecer tarifas equiparadas" ao mercado regulado, argumenta.

Por enquanto, não há uma via única para regressar ao mercado regulado, mas os clientes domésticos que queiram fazer a mudança deverão ter passagem automática.

Para não ficarem a assistir a uma fuga generalizada de consumidores, estes comercializadores de energia esperam que Bruxelas queira salvar o mercado livre e lhes dê temporariamente as condições do mercado regulado.

Esta terça-feira, Eurico Brilhante Dias, o líder parlamentar do PS, não excluiu o aprofundamento de medidas de combate a lucros abusivos no domínio fiscal, mas considerou essencial que essa solução seja concertada na União Europeia para não deixar Portugal em "desvantagem".

O líder da bancada socialista defendeu que há acordo em torno da ideia de que "não há justiça social sem justiça fiscal", salientando, depois, que "podem existir abordagens diferentes" na forma de concretizar esse desígnio.

"Há uma abordagem que alguns países - poucos - têm adotado com uma dimensão fiscal, não de uma taxa, que normalmente tem um serviço associado, mas de um imposto adicional. E há quem defenda que existem outros instrumentos para eliminar lucros abusivos - lucros gerados por esta circunstância [de alta da inflação] e que são anormais quando a larga maioria dos portugueses sofre com a inflação", referiu.

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