Tempestades de abril. Agricultores do Fundão e de Castelo Branco exigem mais apoio do Governo

A Associação Distrital dos Agricultores de Castelo Branco defende que o apoio criado pelo Governo é "exíguo" e reafirma que "é necessário recorrer ao fundo de calamidades para garantir apoios justos às vítimas" da intempérie.

A Associação Distrital dos Agricultores de Castelo Branco (ADACB) afirmou esta quinta-feira que os apoios financeiros criado pelo Governo para as explorações agrícolas afetadas pelas intempéries de abril, nos concelhos do Fundão e de Castelo Branco, são exíguos.

Em comunicado enviado à agência Lusa, a ADACB exige o recurso ao fundo de calamidade, "para garantir apoios justos às vítimas, e a criação de um seguro público adequado à agricultura regional".

Recentemente, o Governo aprovou a criação de um apoio financeiro para as explorações agrícolas que foram afetadas pela intempérie dos dias 9 e 10 de abril nos concelhos do Fundão e Castelo Branco.

O despacho publicado em Diário da República define que o apoio será concedido sob a forma de subvenção não reembolsável e é "fixado até ao montante máximo de 60 euros por hectare de área afetada", consistindo "no pagamento de despesas realizadas, para efeitos de minimização dos prejuízos causados, com a aquisição de adubos foliares e ou produtos fitofarmacêuticos".

Indica ainda que "o montante máximo global do apoio não pode exceder 30 mil euros" e que o pedido de apoio deve ser apresentado até ao dia 31 de julho de 2021, junto da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Centro (DRAPC), "acompanhado das faturas de aquisição dos produtos referidos no artigo anterior e dos documentos de identificação da(s) parcela(s) de vinha e pomares onde se registaram estragos".

A ADACB entende que, face à calamidade sofrida pelos agricultores, este apoio é "exíguo" e reafirma que "é necessário recorrer ao fundo de calamidades para garantir apoios justos às vítimas" da intempérie.

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