Trabalhadores da Portway ameaçam voltar a parar todos os fins de semana até março

Greve dos últimos dias está a provocar atrasos e cancelamentos de voos.

Os trabalhadores da Portway avançaram com um novo pré-aviso de greve de 1 de janeiro a 31 de março, que abrange todo o trabalho extraordinário, banco de horas, alteração de horários e trabalho aos fins de semana.

Em declarações à TSF, Filipe Sousa, dirigente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil (SINTAC), confirma que, nestes termos, em todos os fins de semana dos três primeiros meses do ano pode haver uma paralisação.

A greve dos trabalhadores da Portway tem estado a provocar atrasos e cancelamentos de voos, com uma adesão no aeroporto de Lisboa de 90%, no Porto 70% e nos aeroporto de Faro e Funchal 50%.

A maioria dos primeiros voos da manhã em Lisboa saíram com atrasos e foram cancelados até ao momento 12 voos. Já em Faro foram cancelados oito voos previstos para este domingo, avança o SINTAC.

O mesmo sindicato acusa a Portway de pressionar os trabalhadores para pôr fim à greve, apesar de estarem a ser cumpridos todos os parâmetros legais. Pelo menos um dirigente sindical de Lisboa foi "coagido" com uma queixa-crime contra os trabalhadores e sindicato, denuncia Filipe Sousa.

No dia 20 de dezembro, o SINTAC anunciou um pré-aviso de greve na Portway para os dias 27,28 e 29 de dezembro nos aeroportos de Lisboa, Porto, Faro e Funchal.

Na altura do pré-aviso de greve, o SINTAC, em comunicado, indicou que decidiu avançar para a greve, porque a empresa, "através dos seus administradores pertencentes ao grupo Vinci, "não cumpriu o devido descongelamento de carreiras no passado mês de novembro conforme tinha assinado em 2016".

Na sexta-feira passada, a Portway, empresa de 'handling' (assistência em terra nos aeroportos), disse, em comunicado de imprensa, que a "incoerência" do sindicato que convocou a paralisação "ameaçava a empresa".

O grupo, detido pela Vinci, classificou a greve de "incompreensível, sem fundamentos", garantindo que a ação de protesto prejudicava a empresa e, consequentemente, os seus trabalhadores.

A empresa realçou ainda, no mesmo comunicado de imprensa, que estava empenhada em minimizar os impactos da paralisação, "cumprindo escrupulosamente a lei e todas as regulamentações e acordos aplicáveis".

Segundo a Portway, foi negociado com todos os representantes sindicais da empresa e com o próprio SINTAC um novo AE [acordo de empresa], no passado mês de julho, acordo esse que mereceu o aval positivo de todos".

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