Trabalhadores da TAP acreditam que declarações de Pedro Nuno Santos alimentam insegurança

Comissão de Trabalhadores da TAP calcula que as declarações do ministro das Infraestruturas fazem aumentar a pressão sobre os trabalhadores.

A Comissão de Trabalhadores da TAP considera que as declarações do ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, podem agravar o clima de insegurança entre os trabalhadores da companhia aérea.

"Aquilo a que isto pode levar é ao aumento da pressão sobre os trabalhadores. Os trabalhadores da TAP ainda não recuperaram dos despedimentos. Ainda existe esse fantasma e a instabilidade continua, a incerteza continua. Embora a administração nos tenha sempre dito que não vai haver mais despedimentos, os trabalhadores ainda se sentem um bocadinho inseguros. Portanto, este tipo de declarações vão ser sempre disruptivas e aumentar a pressão que os trabalhadores sentem no seu dia a dia", disse a coordenadora da Comissão de Trabalhadores da TAP, Cristina Carrilho.

A coordenadora da comissão também diz que o Governo se tem distanciado dos trabalhadores e da administração da TAP: "O próprio Ministério distanciou-se um pouco do Conselho de Administração. Por exemplo, quando foram as negociações por causa do despedimento coletivo, nós pedimos uma reunião ao Ministério e pedimos que alguém do Governo estivesse presente nessas reuniões, ao que nos foi respondido que não. Que não cabe ao Ministério estar presente, não cabe ao Governo estar presente. Aquilo que nos foi sempre dito no âmbito do plano de reestruturação foi que o plano foi feito de uma forma conservadora para garantir uma aprovação."

Pedro Nuno Santos disse esta terça-feira que se a empresa "não tiver o plano de reestruturação aprovado vai fechar e Portugal perderá centralidade no negócio da aviação".

""Estamos a falar na única companhia área a operar em Portugal que tem um 'hub', que faz viagens intercontinentais entre os Brasil, EUA, África e Portugal e distribui para o resto da Europa", salientou.

Portugal entregou o plano de reestruturação da TAP em Bruxelas há um ano, mas ainda não há uma resposta da Comissão Europeia sobre o futuro da companhia aérea.

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