Trabalhadores do setor hoteleiro protestaram em Coimbra por direitos e salários

Em causa estão os baixos salários do setor.

Dezenas de trabalhadores do setor hoteleiro e restaurantes protestaram à porta do Convento São Francisco onde decorre o congresso de dois dias da Associação de Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal.

A manifestação foi organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Centro e pretendia deixar um apelo aos participantes do congresso da AHRESP.

"O apelo que vimos aqui fazer é que tenham em conta a realidade dos baixos salários, dos horários desregulados e penosos, destas dificuldades que os tem levado a dizer que não há trabalhadores para trabalhar no setor", afirmou Afonso Figueiredo. Para o representante do grupo o problema não se vai resolver "através da implementação de bancos de horas" ou "da implementação de adaptabilidades de horários".

Para o sindicalista as soluções passam por um aumento de salários e de negociar as melhorias de condições de trabalho, "nomeadamente com horários de trabalho que permitam uma maior conciliação da vida pessoal com a vida familiar". Entre outras necessidades está ainda "valorizar o trabalho ao sábado e ao domingo e ao feriado".

Sobre o protesto, Carlos Moura, presidente da Associação de Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), diz estarem "sempre disponíveis" para o diálogo, lembrando que este ano já foi assinado um contrato com eles. "Vamos apresentar propostas para a semana. Propostas renovadas, porque não podemos ficar amarrados a contratos coletivos de trabalho que têm 30 anos de existência e onde só se quer negociar as tabelas salariais. Isso é impossível. Não corresponde hoje ao perfil da economia."

"Somos das instituições que mais procura dialogar com os sindicatos. Somos daqueles que acreditamos nas virtudes dos sindicatos, agora não pode haver manobras, nem bloqueios".

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