Turismo do Algarve teme ficar sem gás para banhos e cozinhas

Com a greve dos motoristas a caminho, empresários enviam carta a pedir medidas reforçadas para a região.

Os hotéis e empreendimentos turísticos do Algarve receiam ficar sem gás por causa da greve dos motoristas prevista para começar, por tempo indeterminado, a 12 de agosto.

O receio está escrito numa carta enviada à Região de Turismo do Algarve pela Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA) pedindo medidas reforçadas para a região durante a paralisação.

Elidérico Viegas, o presidente da associação, defende, em declarações à TSF, que o plano de serviços mínimos que está a ser definido tem de ter em conta que em agosto a população do Algarve triplica.

"Com 1,3 milhões de pessoas nesta altura somos a segunda região com mais pessoas no país pelo que precisamos de uma atenção especial, como é óbvio, e não apenas medidas que só respondam às necessidades dos 450 mil residentes oficiais, para evitar situações de rutura" que segundo os empresários quase se verificaram na última greve em abril.

A associação algarvia teme pelos abastecimentos dos carros que trazem e levam os turistas para casa não apenas pelas estradas que saem do Algarve como dos transportes para saírem da região através do aeroporto.

Quanto ao gás, usado para cozinhas e tomar banho nos hotéis e empreendimentos turísticos, Elidérico Viegas​​​​​​ recorda que nesta época o consumo estará ao máximo e por muito que as empresas se "acautelem" ao fim sete ou 10 dias será preciso que existam reabastecimentos para termos a "continuação da prestação do serviço".

"Caso contrário podemos ter situações de rutura graves numa situação de calamidade, nomeadamente se as pessoas não tiverem acesso a bens alimentares, etc.", afirma o representante dos empresários do setor.

Numa entrevista recente à TSF e ao Dinheiro Vivo o secretário de Estado da Energia, João Galamba, garantiu que estão a ser criadas condições para que o gás natural chegue ao Algarve (onde o gás natural não chega por gasoduto) mesmo com a greve dos motoristas, prevendo-se locais de abastecimento prioritários.

Explicações que não sossegam os empresários que lançam agora este alerta recordando que grande parte dos hotéis e empreendimentos turísticos têm depósitos próprios que não são de gás natural mas sim de gás propano que têm de ser regulamente reabastecidos.

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