Turismo do Centro pede ao Governo que ajude a salvar empresas

Presidente da Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal sublinha que "a esmagadora maioria das empresas e das famílias não têm mais condições para recorrerem ao endividamento".

O Turismo do Centro avisa: as linhas de crédito anunciadas pelo Governo não vão conseguir acudir a muitas micro empresas da região.

"A esmagadora maioria das empresas e das famílias não têm mais condições para recorrerem ao endividamento", sublinha Pedro Machado, que espera que "o Governo português, tenha a perceção de que há muitas micro empresas que se não tiverem acesso a injeção de capital direto, sem ser a crédito, para pelo menos fazerem face a estes dois, três meses que se avizinham como os mais difíceis, não vão resistir", explicou à TSF o presidente da Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal, Pedro Machado.

O presidente da Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal apela por isso "ao primeiro-ministro que encontre as medidas necessárias para, não só colmatar os prejuízos, como salvar empresas".

Pedro Machado lembra que a região Centro ainda não recuperou totalmente dos incêndios de 2017 e do furacão Leslie, mas não tem qualquer dúvida de que esta pandemia terá consequências bem mais graves.

"Esta Covid-19 traz prejuízos mais avultados e sobretudo mais duradouros. Se pensarmos, por exemplo, que a Associação dos operadores franceses praticamente até junho cancelaram todas as viagens para fora de França e muito em particular para Portugal que é um dos destinos que mais beneficia com o mercado francês. O impacto que vamos ter é muito superior ao que tivemos com os incêndios de 2017", avisa.

A região Centro do país perdeu nos últimos dois meses mais de meio milhão de dormidas, mas Pedro Machado sublinha que agora é tempo de olhar em frente e adianta que está já a ser preparada uma campanha a pensar nas férias de verão dos portugueses.

A campanha terá o nome "A vida é agora" e terá como objetivo promover o centro a pensar mais concretamente nos meses de agosto, setembro e outubro, isto se o novo coronavírus der descanso.

E se ser uma zona desertificada foi sempre uma desvantagem, agora pode não ser bem assim porque "um destino com baixa densidade populacional pode permitir a circulação dos turistas sem colocar em risco a sua segurança. O presidente da Entidade Regional de Turismo do Centro considera que "o pós Covid-19 remete as pessoas para espaços com menor massificação, com menor capacidade para turistas".

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