Turismo "pode ser um dos motores fulcrais do desenvolvimento do país"

António Costa Silva considera que o setor do turismo pode ser o exemplo para desenvolver todos os outros setores da economia. O governante aponta ainda os acordos de mobilidade celebrados e que estão em negociação para responder à falta de mão de obra no país.

O ministro da Economia olha com agrado para o desempenho do setor do turismo, depois de dois anos de pandemia. António Costa Silva fala de um crescimento "admirável" e considera que as perspetivas para este ano são positivas.

"Penso que vamos bater os recordes, pelo menos, em termos de receitas e da geração de riqueza no país", sublinhou o ministro na abertura do congresso da Associação de Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), a decorrer em Coimbra.

Para o governante, estas são razões para considerar que o setor "pode ser um dos motores fulcrais do desenvolvimento do país": "O que nós precisamos de fazer não é criticar o turismo. É usar o exemplo do turismo para formatar e desenvolver todos os outros setores da economia para atendermos às nossas empresas, criarmos as condições macroeconómicas e institucionais e, sobretudo, ao nível das políticas, para que as empresas consigam criar riqueza."

A falta de recursos humanos é, no entanto, um dos desafios, com o ministro a notar que sem capacidade produtiva o país não vai ser capaz de crescer de forma consistente. Por isso, considera que os acordos de mobilidade que Portugal celebrou com a CPLP, com Marrocos e que "está a negociar com a Índia e com a Indonésia são extremamente importantes".

Além da mão de obra, o presidente da AHRESP enumerou outros problemas do setor como os custos de produção ou de energia. Nos dois dias de congresso, Carlos Moura espera que se possa refletir e analisar o futuro do setor, considerando que "o que importa é olhar para o novo mundo que convoca para novas formas de estar na vida e nos negócios".

"Somos daqueles que não pedimos nem menos Estado, nem mais Estado. Nós queremos e precisamos é de melhor Estado", explica o líder da associação.

Dirigindo-se ao António Costa Silva, Carlos Moura diz que é preciso um "Ministério da Economia forte": "Estamos do seu lado. Costuma dizer-se que não há economia sem boa finança, mas a verdade é que, sem um forte crescimento económico, perdemos todos."

No olhar para o futuro, Carlos Moura vai propor um estudo sobre que modelo económico é que as atividades do setor devem optar. "É um desafio. Somos daqueles que não nos sentimos confortáveis com o que existe. Buscamos ideias novas, porque acreditamos que o novo mundo, que é aquele em que vivemos, tem que necessariamente dar origem a novas ações, a novos modelos, ao desenvolvimento. É disso que o país vive."

À margem da abertura, e sobre os indicadores do turismo que mostram agosto como melhor mês do ano, Carlos Moura considera que só podem ficar "satisfeitos" pelas receitas aumentarem. O presidente da AHRESP nota que esta é "uma retoma mais acelerada e rápida do que estava a ser previsto", não esquecendo, no entanto, as dificuldades que o setor atravessa.

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