UGT considera moderada proposta de mais 50 euros no salário mínimo em janeiro

A UGT só admite deixar cair a proposta de aumento de 50 euros já em 2020 se conseguir convencer o Governo a subir o salário mínimo para 800 euros em 2023. A CGTP insiste nos 850 euros como meta a muito curto prazo.

O líder da UGT considera moderada a proposta de 50 euros para aumento do salário mínimo nacional a partir de janeiro.

Em declarações à TSF na manhã em que se realiza a reunião de concertação social, Carlos Silva esclareceu que a proposta não foi excluída pela nova ministra do Trabalho. O representante da UGT refere que não se trata de "colocar em causa a estabilidade do país nem a sustentabilidade das empresas", já que "estamos a falar apenas do patamar mínimo, de um salário miserável".

A UGT só admite deixar cair a proposta de aumento de 50 euros já em 2020 se conseguir convencer o Governo a subir o salário mínimo para 800 euros em 2023."Tudo está em aberto. Nós queremos é saber o que o Governo vai apresentar. O Governo até pode apresentar os 638 euros. Não foi a senhora ministra que o transmitiu. Está escrito em alguns órgãos de comunicação social."

"Se o compromisso na concertação social for de atingir os 800 euros em 2023, temos de verificar qual é o valor para para o ano seguinte, mas também temos de equacionar os valores dos anos depois desse", explica Carlos Silva, que pondera: "Se aceitássemos para o próximo ano os 638 euros, os aumentos depois teriam de ser maiores."

A UGT pretende, assim, um aumento conseguido "de forma equilibrada ao longo de quatro anos".

A ministra do Trabalho, Ana Mendes Godinho, ainda não antecipou valores para 2020, e Arménio Carlos, da CGTP, está à espera dessa proposta."Em princípio, vamos ouvir a proposta do Governo, de supostamente 750 euros, que já foi anunciada para a próxima legislatura. Foi também a partir dessa proposta que já tínhamos apresentado uma outra, de 850 euros, a curto prazo", constata.

"Agora vamos ouvir sobre a hipótese de haver uma atualização anual. Vamos ouvir a proposta do Governo relativamente a essa matéria, e, de acordo com aquilo que nos for apresentado, daremos imediatamente uma resposta", compromete-se Arménio Carlos.

Sobre o valor que a CGTP aceitaria como atualização anual, o representante da intersindical nacional, será comunicado "imediatamente a seguir à concertação social, e os primeiros a saber serão o Governo e as confederações patronais".

Apesar de não revelar para já o valor, Arménio Carlos assevera: "A economia, não só aguenta o aumento geral dos salários, como agradece os 850 euros a curto prazo para o salário mínimo dos trabalhadores."

"O que nos parece mais sensato é discutir o valor do salário mínimo nacional para os próximos tempos. Vamos ouvir a posição do Governo", conclui o líder da intersindical que reivindica um salário mínimo de 850 euros. O Governo comprometeu-se com os 750 euros até 2023.

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