Costa pede à Europa que se una em apoio à proposta franco-alemã

A Alemanha e a França propuseram esta segunda-feira o valor de 500 mil milhões de euros para a criação de um fundo de recuperação europeu, uma solução que António Costa considera "excelente".

Costa tem mantido na última semana o contacto com Merkel e Macron. O primeiro-ministro considera que a proposta apresentada pela Alemanha e França é "excelente" para dar "respostas robustas". Mas é necessário ainda refletir sobre: como se vai distribuir este montante entre Estados-membros, quais vão ser os critérios (será destinado a setores estratégicos para retoma da autonomia)... Este fundo tem de ser acrescido aos valores plurianuais do Eurogrupo. "Isto é um grande condomínio de 27", argumenta o líder do Governo sobre a irredutibilidade de quatro Estados que estão contra esta proposta que agrada a 23. "A proposta franco-alemã mostra que há portas abertas para encontrar soluções", analisa.

A Alemanha e a França propuseram esta segunda-feira o valor de 500 mil milhões de euros para a criação de um fundo de recuperação europeu para as economias afetadas pela pandemia de Covid-19. A chanceler alemã, Angela Merkel, e o Presidente francês, Emmanuel Macron, indicaram nessa altura que o fundo proposto seria entregue a fundo perdido às economias mais afetadas.

Costa defende que o compromisso deveria ser selado o mais rapidamente possível, de preferência a 20 de junho, aquando do Conselho Europeu.

Antes do almoço com a AHRESP, António Costa agradeceu a garantia de condições de segurança e higiene para que os portugueses possam voltar aos restaurantes. O primeiro-ministro salientou que a retoma da economia é uma tarefa de todos, e explicou: o setor hoteleiro é um grande propulsor económico, visto que também os restaurantes e o turismo, de uma forma geral, comercializam os recursos naturais do país. "É fundamental preservar as empresas e os rendimentos", frisou.

O líder do Governo destacou por isso as dezenas de milhares de postos de trabalho que o setor cria.

"Recebemos ontem 11 propostas da AHRESP e vamos analisá-las", referiu, quando questionado sobre a possibilidade de reduzir o IVA da restauração para os 6%.

Costa reconhece que existe um encargo financeiro para estes negócios agora que ainda existem restrições de lotação, pelo que a par e passo devem ser avaliadas as medidas de desconfinamento faseado e gradual. "O meu desejo é poder abrir a todos os espaços de restauração, nem que os maiores tenham de optar por menor lotação." O primeiro-ministro acredita que os sinais do desconfinamento são positivos, visto que a taxa de contaminação não aumentou, bem como o número de internados.

António Costa esclarece que a regra geral se mantém: o confinamento. Mas esse confinamento tem vindo a ser liberalizado. Há mais setores abertos e mais pessoas podem sair para poderem trabalhar, argumenta, afastando assim uma contradição entre os conselhos das autoridades de saúde e a retoma da economia. "Antes podíamos ir ao restaurante para o take-away, agora podemos ir aos restaurantes cumprir as normas de segurança e higiene."

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