Uma "EDP verde até 2030". Empresa investe 24 mil milhões de euros

A EDP anunciou hoje que vai investir 24.000 milhões de euros na transição energética, dos quais 19.200 milhões de euros (80%) em energias renováveis até 2025, que inclui tecnologia eólica, solar, hidrogénio verde e armazenamento de energia.

O montante de 24.000 milhões de euros está consagrado no novo plano estratégico da empresa que foi esta quinta-feira apresentado ao mercado.

De acordo com a EDP, este montante reforça "a sua posição de líder na transição energética com um plano de investimento sem precedentes".

A EDP prevê realizar 80% do investimento previsto até 2025 na Europa e na América do Norte, em partes iguais, invertendo a primazia que deu aos EUA nos últimos anos, e reduz no Brasil, segundo o plano estratégico.

De acordo com o plano estratégico 2021-25, a EDP vai investir 24.000 milhões de euros na transição energética, dos quais 80% em energias renováveis - tecnologias eólica, solar, hidrogénio verde e armazenamento de energia - o que vai permitir que, em 2030, 100% da eletricidade produzida seja a partir de fontes renováveis.

Segundo o plano hoje apresentado aos analistas pelo presidente executivo, Miguel Stilwell d'Andrade, por geografias, 80% do investimento será na Europa (40%) e na América do Norte (40%), 15% no Brasil e na América Latina e os outros 5% no "resto do mundo".

No anterior plano estratégico, apresentado em março de 2019, os EUA eram o destino de 40% do investimento da energética, seguidos pela Europa (35%) e Brasil (25%), mercado em que a EDP pretende desacelerar os investimentos nos próximos anos.

A EDP quer ter mais 50 gigawatt (GW) em energia limpa até 2030, passando de uma produção renovável atual de 74% para 100% em 2030, de acordo com o plano estratégico para 2021-25 divulgado hoje.

"A empresa pretende abandonar a produção a carvão até 2025 e ser totalmente verde até 2030, antecipando em 20 anos as suas metas de ser neutra em carbono", anunciou hoje a elétrica liderada por Miguel Miguel Stilwell d'Andrade.

A anterior meta, definida em março de 2019, previa mais de 90% de produção renovável em 2030.

Em 2020, 74% da produção da EDP foi a partir de fontes renováveis, antecipando em dois anos o objetivo definido para 2022.

Lucros em 2023

A EDP prevê regressar aos lucros acima dos 1.000 milhões de euros em 2023, adiando em um ano a meta estabelecida há dois anos, e continua comprometida em manter a remuneração dos acionistas, segundo o plano estratégico hoje divulgado.

De acordo com o plano estratégico 2021-25, depois dos lucros de 800 milhões de euros em 2020 (mais 56% do que no ano anterior), a EDP prevê atingir os 1.000 milhões de euros em 2023 e subir até aos 1.200 milhões de euros em 2025.

Na apresentação aos investidores, que está a ser feita em formato digital, o presidente executivo da EDP, Miguel Stilwell d'Andrade, assumiu o compromisso de manter "um dividendo atrativo", com uma distribuição de entre 75% e 85% dos lucros ('target payout'), fixando os 19 cêntimos por ação, valor que foi pago nos últimos anos, e proposto na quarta-feira pelo Conselho de Administração Executivo da EDP para 2021.

O Conselho de Administração Executivo vai propor à assembleia-geral de acionistas a distribuição de um dividendo relativo ao exercício de 2020 de 19 cêntimos por ação, em linha com os últimos anos, foi comunicado na quarta-feira, após o fecho do mercado.

A assembleia-geral de acionistas da EDP está prevista para 16 de abril.

A EDP apresenta hoje aos investidores a atualização do plano estratégico para os próximos cinco anos, um mês depois de Miguel Stilwell d'Andrade ter assumido a liderança do grupo energético, que reforça o investimento em energias renováveis, com o objetivo de alcançar 100% de produção renovável em 2030.

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