Uma em cada cinco empresas prevê despedimentos até ao final do ano

Estudo mostra que 75% das companhias vão manter postos de trabalho, 4% planeiam aumentar número de trabalhadores mas 21% preveem reduzir os quadros de pessoal.

Entre outubro e novembro o número de empresas que planeiam reduzir postos de trabalho aumentou de 17% para 21%. A conclusão consta de um estudo da Confederação Empresarial de Portugal (CIP) feito em parceria com o ISCTE.

Das 513 empresas inquiridas, 75% vai manter o número de trabalhadores no quadro, 4% conta aumentá-lo (e, entre estas, o crescimento será de 15%), mas 21% estima reduzi-lo. No universo de companhias que vão despedir, a redução média do número de empregados será de 24%.

Há um mês, o número de marcas que pretendiam despedir era de 17% (uma descida em relação aos 21% de setembro).

O inquérito foi feito entre dia 6 e dia 11, pelo que a conclusão não reflete por completo as novas medidas do estado de emergência, que foram anunciadas no dia 7 mas clarificadas apenas no dia 12, quando António Costa esclareceu que era mesmo para "fechar tudo" nos dois fins de semana seguintes. (Até esse momento, reinou a incerteza sobre o que era possível fazer nas tardes de sábado e domingo).

Quase metade das empresas (49%) afirma que as medidas lançadas pelo governo para fazer face à crise são insuficientes. 24% considera que são demasiado restritivas e 27% entende que são adequadas.

A expectativa negativa em relação ao emprego é superada pela estimativa sobre as vendas: 68% das firmas (há um mês, eram 60%) estimam uma quebra média da faturação até ao final do ano de 40%. 22% adivinham uma manutenção, enquanto uma em cada dez marcas até espera um aumento médio de 20% do negócio.

No que diz respeito ao investimento, o cenário não é melhor: 46% pensam diminuí-lo, numa redução média de 53%. É um agravamento face os 39% do inquérito de outubro. 39% vão manter, e 15% vão aumentar (numa média de 38%).

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