"Uma ofensa." FESAP acusa secretário de Estado de não ser claro sobre aumentos

José Abraão garante que o secretário de Estado do Orçamento "nunca" falou em aumentos de 0,3%.

O Governo emitiu, ao início da noite desta quarta-feira, um esclarecimento em que garante que todos os funcionários públicos vão ter um aumento de 0,3% no próximo ano. Os números não condizem com os que já tinham sido anunciados, também esta quarta-feira, pelos dirigentes da Federação de Sindicatos da Administração Pública (Fesap) e Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), que indicavam um aumento de de, no máximo, 0,7%.

Na nota do gabinete de Mário Centeno pode ler-se que os aumentos vão ter por base a taxa de inflação observada até novembro, que foi de 0,3%.

Se, antes deste esclarecimento, os sindicatos da função pública já tinham falado de uma ofensa ao reagirem à proposta do Governo para a atualização salarial dos funcionários do Estado em 2020, que não passará dos 0,7%, - ou seja, que aos funcionários públicos será aplicada exatamente a mesma formula que é usada para as pensões -, depois deste esclarecimento do ministério das Finanças, Jose Abraão, da Fesap, acusa o secretário de Estado do Orçamento de não lhe ter dito que o aumento seria de 0,3% para todos os trabalhadores.

"Não foi claro, pese embora o tenhamos pressionado sucessivas vezes relativamente ao anúncio do aumento no ano de 2020, que seria nos termos em que são aumentadas as pensões, resulta que as pensões são aumentadas de forma diferenciada", sendo esse aumento, até "aos 880€" em 0,7% "segundo o INE", conta.

José Abraão explica que, por isso, à saída da reunião com o responsável governativo, a FESAP disse que "o aumento salarial ia ser em linha com aquele que era o critério para as pensões e que os aumentos salariais iam até 0,7%".

"O senhor secretário de Estado nunca nos falou em 0,3%", garante à TSF. Este é um valor que a FESAP "não considera sequer um aumento" e que o dirigente considera até uma "ofensa".

"Não faz sentido absolutamente nenhum. Não quero considerar que se tratar de uma brincadeira, mas que é ofensivo para os trabalhadores da função pública, é", acrescentou José Abraão, garantindo que os trabalhadores estão "indignados".

As rondas negociais com o Governo sobre as matérias orçamentais para a função pública estão a decorrer com a Frente Comum da CGTP e o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE).

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