Verdes dizem que "ónus de não haver orçamento" terá de ser imputado ao Governo

Partido diz olhar para o Orçamento "sem dramatização, sem acenos de crise, sem pressões".

O PEV defendeu esta sexta-feira que "o ónus de não haver orçamento" não poderá ser imputado aos partidos com quem negoceia o PS, mas sim ao Governo minoritário que "deveria fazer o máximo de esforços" para conseguir viabilizar o documento.

À saída da audiência com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, a propósito do Orçamento do Estado para 2022 (OE2022), o dirigente e deputado do PEV José Luís Ferreira foi questionado pelos jornalistas sobre se, em cenário de eleições antecipadas na sequência de um eventual chumbo do orçamento, não teme que os partidos à esquerda do PS sejam penalizados.

"O ónus de não haver orçamento não pode ser imputado a nós, terá que ser imputado ao Governo que tem um Governo que sabe que não tem maioria no parlamento e, portanto, que deveria fazer o máximo de esforços para junto das outras forças políticas procurar soluções para viabilizar o orçamento", considerou.

Os Verdes, de acordo com o seu dirigente, olham para o OE2022 "sem dramatização, sem acenos de crise, sem pressões".

"Porque em crise já estão os portugueses e os serviços públicos há muito tempo. Se nós consideramos que este orçamento não responde às necessidades do país e dos portugueses é porque consideramos que este orçamento irá perpetuar essa crise que os portugueses já vivem", justificou.

José Luís Ferreira voltou depois a repetir: "o ónus não está deste lado".

Depois de ter afirmado que a proposta do Governo de orçamento, como está, "não tem pernas para andar", apesar de ainda haver tempo para encontrar condições de viabilização até à generalidade, o dirigente do PEV remeteu para o Conselho Nacional de sábado qualquer indicação de sentido de voto.

"Vamos ter amanhã Conselho Nacional, que é o órgão máximo entre convenções, onde vamos definir a linha que vai presidir à construção do nosso sentido de voto. Amanhã, do Conselho Nacional, certamente sairá uma decisão não relativamente ao voto forçosamente, mas ao caminho a seguir daqui até ao fim do prazo para a generalidade", respondeu apenas.

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