Votação para escolher candidato europeu ao FMI já está a decorrer

Mário Centeno continua na corrida ao FMI, mas não vai a votos esta sexta-feira

A votação para a designação do candidato europeu à sucessão de Christine Lagarde na liderança do Fundo Monetário Internacional (FMI) está a decorrer, indicou esta sexta-feira o Ministério das Finanças francês.

Os Governos da União Europeia estão neste momento a votar para escolher o seu candidato entre os quatro que mantiveram a sua candidatura à liderança do FMI: a Ministra das Finanças espanhola, Nadia Calviño, o holandês Jeroen Dijsselbloem, o governador do banco central finlandês, Olli Rehn, e a búlgara Kristalina Georgieva, atual 'número dois' do Banco Mundial.

O ministro das Finanças português anunciou ao início da noite desta quinta-feira, no Twitter, que não vai a votos nas eleições desta sexta-feira para escolher, numa votação entre os ministros das Finanças, o candidato da União Europeia à liderança do Fundo Monetário Internacional (FMI).

À primeira vista parecia que Mário Centeno estava fora da corrida a diretor-geral do FMI, mas não é bem assim.

A TSF sabe que Mário Centeno não vai a votos pois considera que o método de escolha só vai servir para dividir ainda mais os vários Estados membros, mas contínua disponível para ser candidato à liderança do FMI, preferindo não ir a uma votação onde inevitavelmente ficará com uma 'marca' de derrotado.

Também o Reino Unido optou por não apresentar um candidato, depois de na quinta-feira o ministro das Finanças francês, Bruno Le Maire, que coordena o processo de escolha de um candidato na União Europeia (UE), ter oferecido ao novo Governo britânico, liderado por Boris Johnson, a possibilidade de apresentar um candidato, "se assim o desejasse".

A votação está a decorrer "segundo as regras europeias de maioria qualificada", que estipulam que o eleito tem de recolher o apoio de 55% dos países-membros representando pelo menos 65% da população da UE.

"Podem ser organizadas várias fases de votação, se for necessário", precisou o ministério francês.

Incumbido pelos seus colegas europeus de coordenar as conversações para designar um candidato europeu à sucessão da francesa Christine Lagarde, Bruno Le Maire constatou na quinta-feira que não havia um consenso entre os 28 sobre qual o nome a indicar para a liderança do FMI, tendo decidido abrir uma votação para eleger o candidato europeu.

Desde a sua criação, em 1944, aquela instituição foi sempre dirigida por um europeu, enquanto o Banco Mundial foi sempre liderado por um americano.

Lagarde, a primeira mulher a liderar o FMI, deixa o cargo para substituir Mario Draghi como presidente do Banco Central Europeu (BCE).

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