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Educação que Portugal precisa é incompatível com cortes exigidos por FMI, diz António Damásio

Este neurocientista português considera que os cortes na educação são um risco perigoso, dado que um défice de educação conduz invariavelmente a um défice económico.

O neurologista António Damásio lembrou que a educação de excelência que o país precisa é incompatível com os cortes exigidos pelo FMI.

Para este médico, que foi distinguido em todo o mundo, um défice de educação conduz invariavelmente a um défice económico e social, por isso mais cortes na educação são um risco perigoso.

«Espero que nada disso se vá passar e seja possível manter qualidade e aumentar a qualidade nas escolas», acrescentou o cientista português.

Ao visitar uma escola nos Olivais que vai ter o seu nome, António Damásio frisou que «não é possível ter uma sociedade justa e com progresso se não houver excelente educação».

Com este tipo de educação, será possível «ter indivíduos mais bem preparados para viverem e participarem numa economia forte em que as pessoas possam chegar à boa saúde, felicidade e ao que chamo o florescer do indivíduo humano».

Para este professor que está radicado há muitos anos nos EUA, «não há nada que nos diga que não se deve emigrar», contudo, «o que não é de todo solução é resolver problemas económicos com emigração».

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