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Ministra da Educação diz que é indigno usar crianças em protesto

A ministra da Educação diz que é indigno usar crianças para obter vantagens nos colégios privados, em resposta ao protesto que esta terça-feira aconteceu frente ao Ministério.

A ministra da Educação mostra-se crítica sobre a participação de crianças, que os pais do movimento SOS Educação trouxeram, esta tarde, para dar voz ao protesto à porta da tutela, em Lisboa, contra os cortes nos financiamentos no ensino particular.

Isabel Alçada está convicta de que os pais dos alunos estão a ser instrumentalizados em nome de privilégios. A ministra da Educação entende que esta é uma campanha «absolutamente indigna».

«Indigna, porque a questão aqui trazida não é a Educação, mas privilégios no financiamento de alguns colégios. Indigna, porque se tentou envolver e instrumentalizar pais de alunos com informações falsas. Indigna, acima de tudo, porque se utilizaram crianças, o que é o exemplo do que não se deve fazer nunca quando o objectivo é a educação», explica.

A ministra garante ainda, nesta conferência de imprensa, que o Governo efectuou uma «análise minuciosa» sobre as 93 escolas particulares com contrato de associação, afirmando que alguns colégios receberam no passado um financiamento «mais do que seria justo», o que permitiu que alguns «obtivessem elevadas margens de lucro».

«No ensino público ninguém recebe lucros. A única finalidade da escola pública é educar. Não havendo vantagens comerciais para ninguém», sublinha.

Isabel Alçada adianta ainda que 57 colégios já aceitaram os valores definidos para o actual ano lectivo, mas garantiu que no próximo ano a verba por cada turma financiada será de 80.080 euros, menos cerca de dez mil euros que o valor exigido pela Associação de Estabelecimentos do Ensino Particular e Cooperativo (AEEP).