Açores: Voo "low cost" para São Miguel permite bilhete gratuito para outra ilha

Os passageiros do Continente apenas têm de declarar que destino final é outra ilha, pedir encaminhamento à SATA e não ficar mais de 24 horas em São Miguel.

As companhias aéreas de baixo custo ("low cost") chegam domingo ao arquipélago dos Açores. O Governo Regional fala na «maior reforma de sempre» no acesso às ilhas que já promoveu, por exemplo, o aumento das reservas nos hotéis.

Por agora, a partir de domingo, os voos nestas companhias aéreas só irão para São Miguel. No futuro podem chegar à Terceira, mas o objetivo do governo regional é aumentar a concorrência e beneficiar, de igual forma, todas as ilhas. Uma meta que levou o governo regional a permitir que os passageiros das "low cost" também recorram, de forma gratuita, ao chamado sistema de encaminhamento gratuito que já existia para quem voava na TAP e na SATA.

O Secretário Regional dos Transportes explica à TSF que há muito tempo que a ilha de destino não podia fazer variar o valor pago pelo turista ou pelo açoriano na viagem para o Continente. Vítor Fraga admite que a diferença é que antes o bilhete era único, vendido pela TAP ou pela SATA, ou seja, mal se notava.

Agora, com as "low cost", os preços devem descer e o sistema mantém-se para todos. Quem voar para São Miguel numa destas companhias aéreas de baixo custo pode pedir para ir até outra ilha de forma gratuita.

Vítor Fraga conta que basta ao passageiro declarar que a sua ilha de destino é outra, pedir o encaminhamento à SATA (que faz as ligações entre ilhas) e não ficar mais de 24 horas em São Miguel. Se não fosse assim, com os preços mais baixos praticados pelas "low cost", esse segundo voo podia ser mais caro do que a viagem para o Continente.

Uma «escolha livre» que segundo o Governo Regional leva as companhias a concorrerem mais umas com as outras, levando todas as ilhas do arquipélago a beneficiar da chegada aos Açores das companhias aéreas de baixo custo que apenas voam para São Miguel.

Este sistema de encaminhamentos gratuitos para outras ilhas custa aos cofres públicos entre 4 a 5 milhões de euros por ano, valor onde se inclui todo o tipo de viagens (residentes, turistas, etc.). Dinheiro que vem do Orçamento do Estado para o Governo Regional que depois faz o pagamento à SATA.

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