Exército

AR discute reabilitação póstuma do capitão Barros Basto

O Parlamento vai discutir, esta terça-feira o pedido para a reabilitação póstuma do capitão Barros Basto, um militar português que foi afastado pelo exército por actos próprios do judaísmo, como a circuncisão.

Em 1937, o Conselho Superior de Disciplina do Exército justificou o afastamento por considerar que Barros Basto não tinha capacidade moral para prestígio da sua função e decoro da sua farda.

Desde então, família e amigos têm lutado para a reabilitação do capitão, que dizem ter sido vítima de anti-semitismo.

No final de Outubro, deu entrada na Assembleia da República um requerimento com o pedido e foi feita uma petição que juntou mais de mil assinaturas. A neta Isabel Barros Basto foi a proponente. À TSF, defendeu que o capitão e fundador da comunidade israelita no Porto foi alvo de censura.

O Parlamento discute a reabilitação do capitão Barros Basto, um militar português muitas vezes comparado ao general francês Alfred Dreyfus, que no século XIX foi condenado inocentemente por alta traição.