"Descalabro" à direita e a estratégia vencedora do PAN para as Europeias

O balanço das eleições Europeias foi tema incontornável na reunião semanal do Governo Sombra.

O balanço das eleições Europeias foi tema incontornável na reunião semanal do Governo Sombra.

Desiludido com os resultados da direita, João Miguel Tavares quis ser o "ministro do Descalabro" e começou por criticar Rui Rio. Lamentando que o PSD atual "tenha vergonha de se afirmar de direita ou de centro-direita", João Miguel Tavares descreve o atual líder do PSD como "uma espécie de versão desmaiada de António Costa", que não apresenta um projeto para o futuro do PSD que seja uma alternativa para os próximos anos.

Quanto ao CDS, João Miguel Tavares acha que o "registo marialva" de Nuno Melo não funcionou e que tanto ele como Assunção Cristas terão saído derrotados. Provavelmente, Assunção Cristas já não se vê como futura primeira-ministra, conclui.

Ricardo Araújo Pereira pensa ter encontrado a explicação para o "descalabro": talvez a direita tenha colocado as expectativas demasiado altas aquando da constituição da "geringonça", preconizando que Portugal se iria tornar na Venezuela ou na Coreia do Norte.

Como se isso não bastasse para afastar as pessoas, o humorista acredita que nem o PSD nem o CDS adotaram a estratégia mais correta para vencer António Costa, e explica que, se Rui Rio foi penalizado por ter sido demasiado brando com António Costa, e Assunção Cristas foi penalizada por ter sido demasiado ríspida com António Costa, a solução só pode ser - como foi comprovado pelos resultados do PAN - não falar com António Costa. Na verdade, o ideal é mesmo não dizer grande coisa: "É pá, o planeta e tal, pois é!' - vencedores, com certeza" - conclui o humorista.

A emissão completa do Governo Sombra, para ver ou ouvir , sempre, em tsf.pt.

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