greve geral

Diana Andringa considera «inquietante» sugestão de polícia aos jornalistas

Para esta jornalista, o facto de a polícia sugerir de que lado os repórteres devem cobrir os acontecimentos não pode ser aceite, já que esta é uma questão só diz respeito aos jornalistas e a quem os dirige editorialmente.

A jornalista Diana Andringa considerou, este sábado, que o facto de a direção da PSP dizer de que lado os jornalistas devem cobrir os acontecimentos é um «sinal inquietante».

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Referindo-se às agressões a dois fotojornalistas pela polícia durante a greve geral de quinta-feira, Diana Andringa lembrou, em declarações à TSF, que «só os jornalistas e os seus responsáveis editoriais podem decidir» esta questão.

«Quando se diz que os jornalistas se coloquem do lado da polícia, quer com isto dizer que não se quer os jornalistas possam filmar a violência policial e só possam filmar a violência que possa vir eventualmente dos manifestantes», adiantou.

Diana Andringa adiantou ainda que os «jornalistas não podem aceitar uma posição destas» e, numa resposta a declarações do ministro Miguel Macedo sobre esta questão, desafiou a que todas as imagens sobre estas agressões se divulgadas e que «não escamoteiem algumas».

Para esta jornalista, a carga policial durante a greve geral foi «desproporcionada em relação a todos e mal seria que os jornalistas quisessem mais atenção quanto batem em nós do que em qualquer cidadão».

«A única questão é que uma agressão a um jornalista significa também uma agressão à liberdade de imprensa. Não é que sejamos cidadãos mais importantes, é a liberdade de informação que está a ser ameaçada», concluiu.

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