Greve geral: PSP averigua incidentes com jornalistas

A PSP vai averiguar os incidentes entre a polícia e os jornalistas que hoje ficaram feridos, para «verificar a legalidade dos atos que as fotos demonstram».

Em declarações à TSF, o comissário Fábio Castro da Polícia de Segurança Pública (PSP) recordou que os jornalistas têm sido alertados para a necessidade de se identificarem quando acompanham manifestações e garante que os incidentes desta quinta-feira não deixarão de ser investigados.

«Iremos desencadear as averiguações normais, tendentes a verificar a legalidade dos atos que as fotos demonstram. Mas aquilo que podemos desde já adiantar é que a Polícia de Segurança Pública tem, inclusive nas ações de sensibilização que tem dado aos jornalistas, alertado sempre para a necessidade de uma identificação visual mais presente», declarou o comissário Fábio Castro.

Quanto ao balanço da greve geral, a PSP entende que, de uma forma geral, decorreu de uma forma ordeira.

Recorde-se que, esta tarde, dois jornalistas, um da agência Lusa e outra da AFP, ficaram hoje feridos em incidentes com as forças policiais, no Chiado, em Lisboa, enquanto recolhiam imagens da manifestação organizada pela Plataforma 15 de outubro, no âmbito da greve geral convocada pela CGTP.

A Direção de Informação da Lusa protestou «com a maior veemência» contra «a agressão», por agentes da PSP, do fotógrafo da agência José Sena Goulão, que estava «devidamente identificado como jornalista».

O protesto foi formalizado, por carta, enviada ao diretor nacional da PSP, superintendente Paulo Valente Gomes.

«O comportamento das forças da PSP ao agredirem um jornalista em pleno exercício das suas funções constitui a prática de um crime e uma grave violação dos mais elementares direitos de personalidade do lesado, sem prejuízo da simultânea violação do Estatuto do Jornalista, razão pela qual a Lusa e o jornalista agredido se reservam o direito de recorrerem a todos os meios ao seu dispor para obterem a necessária e devida reparação pelos atos ilícitos cometidos», lê-se no texto assinado pela Direção de Informação da Lusa.

José Sena Goulão recebeu assistência no Hospital de São José, depois de inicialmente ter sido socorrido pelo INEM no local.

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