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Insultos, agressões e ameaças entraram na rotina dos funcionários do fisco

A denúncia é do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos. Antes de 2012, as agressões verbais e as ameaças eram muito raras. Hoje acontecem todos os dias. As agressões físicas são mais raras, mas existem.

O que antes era raro, agora faz parte do dia-a-dia. As agressões aos trabalhadores do fisco estão a aumentar. Nos últimos dois anos as agressões verbais passaram a fazer parte da rotina destes profissionais.

O Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos denuncia a situação, dizendo que antes de 2012, os insultos eram muito raros, mas depois tudo mudou. A cobrança das portagens em falta nas antigas SCUT, que começou nesse ano, dá cada vez mais dores de cabeça às finanças.

Em declarações à TSF, o presidente do sindicato, Paulo Ralha, refere que « as agressões físicas, que antes eram praticamente inexistentes, começam agora a aparecer». Também as ameaças aumentaram, «são tantas que os trabalhadores já nem as comunicam. Acontecem todos os dias, em todos os serviços».

Os problemas diários não se ficam por aqui. O Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos volta a avisar que faltam recursos para dar resposta às exigências, cada vez maiores, que são feitas ao trabalhadores do fisco.

Paulo Ralha revela que, por exemplo, as multas por falta de pagamento nos transportes públicos continuam por cobrar. A medida devia ter entrado em vigor em janeiro, mas os serviços da Autoridade Tributária ainda não conseguiram ligar os vários sistemas informáticos envolvidos no processo.

«As bases de dados das empresas de transportes públicos têm que ser sistematizadas para depois serem enviadas para cobrança coerciva na Autoridade Tributária e Aduaneira. o mecanismo informático que permite essa tramitação ainda não está disponível, porque há problema de compatibilidade de sistemas».

Até que seja resolvido este problema, as multas por cobrar vão continuar "paradas".

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