Jornalistas com dúvidas sobre proposta da PSP para proteger repórteres

O presidente do Sindicato dos Jornalistas agradece as sugestões da PSP, contudo, entende que a identificação dos jornalistas em algumas situações pode atrair «agentes agressores».

O presidente do Sindicato dos Jornalistas tem dúvidas sobre a eficácia da proposta da PSP para proteger os repórteres nas manifestações, que envolve uma identificação mais clara destes nestes eventos.

Apesar de admitir a polícia possa apresentar sugestões do seu ponto de vista depois de dois jornalistas terem sido agredidos duante a greve geral de quinta-feira, Alfredo Maia recordou que «não se pode esquecer que o trabalho dos repórteres é cobrir os acontecimentos de forma imparcial o mais completo possível».

«Naturalmente que isso envolve alguns riscos, mas isso não autoriza que se transforme o jornalista em alvo. Agradecemos essa sugestão da polícia, mas não a transformemos nem em lei nem em norma», sublinhou.

Alfredo Maia reconheceu que «é aconselhável que os jornalistas se identifiquem, mas insisto que essa medida não é tudo», até «porque pode ser que a simples identificação atraia agentes agressores seja de que lado for com o objetivo de neutralizar uma testemunha profissional do acontecimento».

Este sindicalista pediu ainda que a Inspeção-geral da Administração Interna faça um rigoroso inquérito às agressões aos jornalistas na greve geral de quinta-feira, caso que «merece toda a indignação».

«Exigimos que o ministro da Administração Interna explique estes procedimentos da PSP, que indiciam que há aqui uma escalada de agressão contra jornalistas com o objetivo de impedirt o seu trabalho», concluiu.

Continuar a ler

Patrocinado

Apoio de

Patrocinado

Apoio de

Patrocinado

Apoio de