Parque Escolar: Ex-presidente admite «excessos» mas não se envergonha do trabalho feito

O ex-presidente da Parque Escolar reconheceu que houve «situações pontuais de excessos» na administração de verbas para reabilitar escolas, mas disse não se «envergonhar pelo trabalho feito».

O antigo responsável da empresa pública, donde se demitiu há três semanas, foi ouvido na Comissão parlamentar de Educação na sequência da divulgação de um relatório do Tribunal de Contas que detetou um aumento superior ao triplo de um orçamento inicial de 940 milhões de euros, terminando em 3.168 milhões e apenas 205 escolas reabilitadas, em vez das 332 previstas.

O disparo das contas foi justificado por Sintra Nunes com a necessidade de acertos, aumentos de áreas e atualizações nos projetos e para satisfazer legislação, como o caso das regras anti-sísmicas.

Mesmo assim, salientou, o preço médio de construção por metro quadrado de escolas reabilitadas foi de 815 euros, quando na Inglaterra atinge os 2.264, na Irlanda atinge os 2.285 e em França é de 1.799, de acordo com dados apresentados aos deputados pelo antigo responsável da Parque Escolar.

O argumento não colheu junto dos partidos da maioria governamental, que atacaram a gestão da empresa durante os anteriores executivos socialistas, considerando que essa atuação coloca em causa o sistema público de ensino, hipotecando-o com uma dívida que se vai prolongar por 30 anos.

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